Andaluzia: para onde ir e o que fazer na região espanhola

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Ponte Nuevo, um dos símbolos de Ronda e, olha o spoiler!, de onde a vista para o pôr do sol é privilegiada | Crédito: Shutterstock

Sul da Espanha. Resquícios dos mouros aqui e ali. Terra onde o sol brilha forte no verão e, no inverno, ilumina suavemente as fortalezas, residências reais, mesquitas, jardins e charmosas ruelas, amenizando o frio encontrado nos demais países da Europa e realçando a beleza de uma região ainda desconhecida por muita gente. A Andaluzia é assim mesmo: uma grata surpresa para quem resolve apostar em um roteiro sem as tradicionais Madri e Barcelona e dar uma chance para outros destinos fabulosos roubarem seu coração.

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Não à toa, algumas das principais cidades espanholas fazem parte do território andaluz. Afinal, quem nunca ouviu falar nas ilustres Sevilha, Córdoba, Málaga ou Granada? E Ronda, que fica no alto de um penhasco? Explorar a fundo os atrativos de cada uma delas demanda tempo, é claro, mas mesmo as estadas mais curtas cativam o visitante para sempre. Tá a fim de saber o que fazer nos principais destinos da Andaluzia, sobretudo agora que a Espanha está aceitando viajantes brasileiros? Pois a gente preparou um superconteúdo pra você!

5 cidades para conhecer na Andaluzia

1. Sevilha, a charmosa capital da Andaluzia

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Tá a fim de mesclar lazer e beleza em uma viagem? Então conheça Sevilha, a capital da Andaluzia | Crédito editorial: Arcady/Shutterstock.com

O passeio pela Andaluzia começa com uma informação importante. Você sabia que Sevilha é a capital da região? Sim, e este é só um motivo a mais para visitá-la. Por ter sofrido a influência de muitos povos, principalmente árabes, cristãos e judeus, a cidade é um legítimo
espelho do passado. Por isso mesmo,  exibe, orgulhosa, os traços arquitetônicos que, de século em século, ajudaram a escrever sua história. Quer um exemplo? O Real Alcázar, palácio que ainda hoje serve de morada para o rei da Espanha quando ele pernoita no destino, mescla, do chão ao teto, elementos românicos, góticos, muçulmanos e cristãos.

Gigantesco por dentro e por fora e com instalações divididas em dois andares, vale a pena reservar pelo menos três horas para conhecê-lo
bem, guardando também um tempo para percorrer os lindos jardins, abundantes em laranjeiras, palmeiras e fontes e de onde é permitido
subir até um tipo de mirante. Durante o verão europeu (ou seja, de junho a setembro), é comum o palácio receber concertos noturnos.

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A poucos passos de distância, outro marco histórico. Aliás, não tem como não reparar na Catedral de Sevilha, a maior construção gótica do mundo e a terceira maior igreja cristã do planeta. Inclusive, seu nome original é Catedral de Santa Maria da Sede. Além da rica decoração em ouro, um importante tesouro descansa em seu interior: o túmulo de Cristóvão Colombo.

A catedral levou 100 anos para ficar pronta e ocupa o mesmo local onde antes ficava a mesquita Alfama. Foram preservados apenas o Patio de los Naranjos, espaço que era utilizado para rituais de purificação islâmicos, e o minarete La Giralda, transformado em campanário. Do alto dos seus 97 metros, uma estátua de bronze representando a fé observa, silenciosa, o movimento lá embaixo e gira de acordo com a velocidade do vento. Bônus: quem não se importar em encarar uma escadaria tem acesso a uma plataforma de 70 metros de altura e, portanto, a uma das mais bonitas vistas panorâmicas de Sevilha.

Às margens do Rio Guadalquivir

Por ser banhada pelo Rio Guadalquivir, famoso por ser o único grande rio navegável da Espanha, a capital andaluza pode ser contemplada de barco. Ao mesmo tempo, outra ótima alternativa é fazer uma caminhada margeando o rio e encarar o trajeto conhecido como Paseo de Cristóbal Colón, cujo percurso engloba desde a Puente de Isabel II (ponte em arco debruçada sobre o rio, que conecta o centro de Sevilha ao nobre bairro de Triana) à Puente de San Telmo.

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Clique da bela Torre del Oro, em Sevilha | Crédito: Shutterstock

Pertinho desta última parada está a Torre del Oro, relíquia do século 12 que merece uma visita. Durante muito tempo, o local foi utilizado como posto de vigilância – uma maneira encontrada pelos espanhóis de proteger a cidade de ataques e invasões. Atualmente, porém, é o endereço do Museu Naval. O local, por meio de cartas de navegação, bússolas, maquetes e documentos antigos, relembra a Sevilha das grandes navegações, época em que navios inteiros descarregavam na base da torre produtos e novidades trazidos de longe.

Um breve passeio pelos arredores conduzirá à Plaza de Toros de La Real Maestranza, palco para as célebres touradas. Os interessados podem fazer uma visita guiada à arena e ao Museo Taurino, conhecendo a fundo o histórico desta atividade e o porquê de ser tão apreciada por ali.

Caso o passeio não tenha hora para terminar, melhor ainda, já que a ideia é curtir ao máximo a vibe serena do Guadalquivir. E isso pode ser feito andando de mãos dadas com alguém especial, navegando pelas águas do rio em um pedalinho, fazendo da grama verdinha o tapete perfeito para um piquenique ou simplesmente lendo um bom livro.

Dica imperdível pela capital da Andaluzia

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Perca-se por entre o bairro de Santa Cruz enquanto estiver em Sevilha, porque ele é muito charmoso | Crédito: Shutterstock

Perder-se entre as ruas estreitas e entrecortadas do bairro de Santa Cruz, antiga morada de judeus, é algo que a maioria dos turistas gosta de fazer. Isso porque as graciosas casas são bem similares umas às outras – uma vez que todas têm paredes brancas e detalhes nas cores vermelho, amarelo ou laranja – e a região é adornada com muitas flores. Em linhas gerais, pode acreditar que um tour por ali rende lindas fotos.

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2. Córdoba: encantos que transcendem o tempo 

Cento e quarenta e três quilômetros adiante, a viagem pela Andaluzia segue em frente, agora em direção a Córdoba. Fundada pelos romanos e dominada pelos árabes, a cidade é um charme só. Pode-se dizer que é um misto de passado e presente, com estruturas magníficas e mesas fartas. Sim, mesas fartas! E pudera, esta é a terra das tapas, aperitivos irresistíveis servidos em bares e restaurantes que caem bem com qualquer bebida.

Flamenquín, salmorejo, mazamorra, pastel cordobés… Delícias regionais não faltam, e não é por acaso que as refeições estão entre os momentos mais aguardados do dia. Por falar nisso, aqui vai uma verdade universal: poucas coisas são melhores do que escolher um dos muitos restaurantes do destino e ver o tempo passar devagar.

Explorando os arredores de Córdoba

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Anote aí: quem vai pra Andaluzia não pode deixar de visitar a Mesquita-Catedral de Córdoba | Crédito: Shutterstock

Dizer que vale a pena caminhar sem rumo pela cidade não é mentira, mas o interesse número um da maioria dos visitantes tem nome e endereço certos. Descrever a Mesquita de Córdoba exige um vocabulário recheado de adjetivos. Deslumbrante em todos os sentidos, não é preciso ser religioso para admirar sua beleza, apesar de esta imponente construção ser um símbolo islã e cristão ao mesmo tempo – é por este motivo que muitos a chamam de mesquita-catedral.

O principal cartão-postal cordobenho fascina de qualquer ângulo e não há quem não fique de queixo caído com a sala de orações, com 850 colunas e arcos em ferradura. Fundada em 785, representa a poderosa influência muçulmana no exterior e, por dentro, é uma catedral católica de tirar o fôlego.

Ao sair da mesquita, dois lembretes: fotografar os jardins e o Patio de los Naranjos e caminhar até a Judería, bairro de ruelas intrincadas onde prevalece a cultura judaica, como o nome já indica. Quase todas brancas, as casas são enfeitadas com vasinhos de flores e ajudam a criar uma atmosfera encantadora.

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Antes de qualquer coisa, quando estiver em Córdoba garanta uma foto na Calleja de las Flores que tenha a mesquita ao fundo | Crédito: Shutterstock

O local também reúne ateliês de arte, restaurantes, praças e até uma sinagoga, que figura na lista das três mais preservadas da Espanha. À primeira vista (e, acredite, em muitas outras depois), é fácil se perder entre uma esquina e outra, então os serviços de um guia podem fazer a diferença. Ah, e não se esqueça: vale a pena passar pela Calleja de las Flores para a tradicional foto com a mesquita ao fundo.

Quem ainda estiver pelo centro histórico ao entardecer deve (deve!) conferir o visual da Puente Romano, de onde o cair do sol é quase mágico. Ao analisar a estrutura da ponte, erguida sobre 16 arcos, fica difícil de acreditar que ela é do ano 1 a.C. – as ótimas condições são explicadas pelas inúmeras reformas –, mas simples de entender por que ela é um dos emblemas de Córdoba. Uma escultura em homenagem a São Rafael, o padroeiro da cidade, chama a atenção.

Caminhar em direção ao norte da ponte levará diretamente ao Triunfo de San Rafael, na Puerta del Puente, ao passo que o sentido oposto conduz à Torre de la Calahorra, fortaleza do século 12.

Sobrou fôlego? Porque tem mais coisa pra fazer em Córdoba

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Prepare a câmera, pois os jardins do Alcázar de los Reyes Cristianos, em Córdoba, são lindos | Crédito: Shutterstock

A relação de atrativos continua e chega ao Alcázar de los Reyes Cristianos. Os jardins são a parte preferida de quase todo mundo, mas é superválido dar uma olhada no que há dentro da fortaleza, de pé há mais de 690 anos. Esta foi a residência de reis castelhanos e católicos e, inclusive, recebeu a visita de Cristóvão Colombo em dado momento do passado, interessado no apoio dos monarcas para dar andamento a uma nova rota para as Índias.

O relógio indica que é hora de comer ou descansar um pouco? Uma boa pedida é entrar no Mercado Los Patios de la Marquesa, ao lado da mesquita, e parar para um lanche, uma refeição completa ou simplesmente saborear um bom vinho ou café. Outra escolha acertada, apesar de mais distante do centro histórico, é o Mercado Victoria, point muito agradável e com pratos típicos de vários países. Tenha em mente que ele costuma lotar ao fim do dia, OK?

Você sabia?

O verão em Córdoba é tão intenso que muitas casas foram construídas ao redor de grandes pátios, preenchidos com toda a variedade de
plantas e flores a fim de amenizar o calor e deixar o ar mais úmido. Tantos adeptos à prática levaram a cidade a promover a Fiesta de los Patios de Córdoba, celebração anual que visa escolher o pátio mais bonito e que, em 2012, foi designada Patrimônio Imaterial da Humanidade pela Unesco. Quem quiser pode fazer uma visita guiada e, mediante o pagamento de uma taxa, explorar de perto cada pátio.

3. Granada, a mais árabe de todas as cidades da Andaluzia

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Uma vez na Andaluzia, não perca a chance de visitar Alhambra, o ponto turístico mais famoso de Granada | Crédito: Shutterstock

História, cultura ou arquitetura? A bela Granada, mais uma obra-prima da região da Andaluzia, é a combinação perfeita das três. O domínio islâmico prevaleceu ao longo de 781 anos. Porém, mesmo hoje, mais de cinco séculos depois da chegada dos cristãos, é fácil perceber o legado árabe deixado em vários pontos do destino.

Há quem diga que não há outra cidade espanhola em que a influência moura se faça mais presente. E esta parece ser uma verdade incontestável, a começar pelo ponto turístico mais frequentado: Alhambra. Este majestoso complexo, que reúne palácios, fortalezas e lindos jardins, foi idealizado em 1237 como um vilarejo. A ideia partiu do sultão Muhammad I, fundador da Dinastia Nazari, que transformou o local na sede da corte. A tradução ao pé da letra significa “a vermelha”, e de outra cor não seriam suas muralhas, avistadas de longe emoldurando o horizonte.

5 atrações que você precisa conhecer na Andaluzia

Ao começar a visita de fora para dentro, a primeira área à qual se tem acesso é o Generalife, cujas árvores frondosas, jardins, fontes e pátios foram projetados para proporcionar um tranquilo espaço de descanso aos soberanos. Logo após, a dica é se dirigir até a Alcazaba, antes utilizada como fortaleza e cárcere. As ruínas denotam a incansável passagem do tempo e, de quebra, oferecem uma vista admirável da cidade e da cordilheira de Sierra Nevada.

O tour não pode terminar sem conhecer os exuberantes Palácios Nasridas (ou Nazaríes). Sim, no plural, mesmo! No total, a Alhambra conta com três deles: o Palácio do Mexuar, de Comares e dos Leões. Em ótimo estado de conservação, a vontade é de sentir a textura e a riqueza de detalhes com as mãos, mas é proibido encostar nos monumentos. Para suprir esse desejo irresistível, alguns tipos de quadros reproduzindo os trabalhos em gesso, madeira e cerâmica foram adicionados ao local – e, aí sim, nesses você pode mexer.

Uma volta pelo bairro de Albaicín

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Recorte de Albaicín, bairro de Granada que preserva a influência árabe | Crédito editorial: Anne Czichos/Shutterstock.com

Lá de cima da Alhambra, as típicas casinhas brancas do Albaicín compõem a paisagem e estampam fotos e mais fotos. Listado pela Unesco como Patrimônio Mundial da Humanidade, o bairro é uma viva lembrança da influência islâmica, zelando pela preservação da
cultura árabe em todos os aspectos. Circular por ali significa se deparar com os antigos hammans ou banhos árabes (onde eram realizados os antigos rituais de purificação e relaxamento), bem como com as típicas construções mouras, que dão o inconfundível tom turístico ao lugar.

Entre vielas e jardins estão escondidos inúmeros atrativos. Esse é o caso das muralhas Zirida e Nasrida, das mesquitas transformadas em igrejas cristãs (a Igreja de El Salvador é um bom exemplo) e do Museu Arqueológico (relíquia da arquitetura renascentista do século 16). Além disso, por ali também ficam a Plaza Nueva (a mais antiga praça de Granada, onde estão concentrados hotéis, restaurantes e bares de tapas), a Puerta de Elvira (antes a principal porta de entrada da cidade) e o Mirador San Nicolás. Este último, por sua vez, é um ponto de observação que exibe uma esplêndida vista da Alhambra a qualquer hora do dia.

Dos chás aos reis

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O domo impressionante da Catedral de Granada, visto de dentro | Crédito editorial: Jaroslav Hradil/Shutterstock.com

De origem renascentista, a Catedral de Santa María de la Encarnación, ou simplesmente Catedral de Granada, é de uma beleza arrebatadora. Tudo em sua estrutura merece longos minutos de contemplação. Entre todas as capelas que ficam em seu interior, a que mais chama a atenção é a Capela Real (Capilla Real). Afinal de contas, ela guarda a cripta do rei Dom Fernando de Aragão e da rainha Isabel de Castela. Um museu reúne esculturas, tapetes, joias e roupas, acervo riquíssimo dos séculos 16, 17 e 18.

Reviver o passado cultural da cidade é também a motivação de quem passeia por Sacromonte, bairro atribuído aos ciganos. Além das moradas características, algumas grutas foram incorporadas às construções – e muitas delas foram transformadas em restaurantes ou em tablaos, espaços onde se toca, dança e canta flamenco.

Dos costumes árabes que fincaram raízes na região, frequentar as teterías pode ser considerado um dos mais marcantes. Nunca ouviu esta palavra? Não encana! Este é um termo que designa as casas de chá: elegantes e bem decoradas, servem iguarias originárias do Marrocos, Líbia, Turquia, Egito e Iraque, por exemplo. A maioria fica na Calle de la Calderería Nueva, em Albaicín.

4. Málaga: amor à primeira vista na Andaluzia

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Vista aérea de Málaga, a pérola da Costa del Sol espanhola, na Andaluzia | Crédito: Shutterstock

Málaga é a cidade das referências: terra natal de Pablo Picasso, do saboroso vinho Moscatel e, acima de tudo, do céu ensolarado, que pinta de azul a rotina de habitantes e visitantes mais de 300 dias ao longo do ano. Nenhuma outra poderia ser a pérola da Costa del Sol. Este é o nome atribuído à zona turística que compreende o território entre os municípios de Nerja e Manilva, somando 160 km de um litoral muito bonito.

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Vibrante e cosmopolita, está sempre presente na lista dos lugares mais procurados da Europa e é o ponto de partida ideal para chegar às demais cidades da Andaluzia. Cair de amores pelo destino não é uma opção; é consequência. Para os turistas que não têm tempo a perder, a prioridade é a fortaleza Alcazaba, construída no século 11 a mando do rei muçulmano Badis, de Granada, e que protegia a região de
ataques piratas. Enquanto o interior guarda belíssimos jardins de rosas e jasmins, deixar-se hipnotizar pela imagem da cidade de cima das muralhas é ainda melhor. A vista, pra lá de instagramável, abraça as praias, o porto e a icônica Plaza de Toros (sim, mais uma!).

Como o monumento é praticamente visita obrigatória, que tal combiná-lo com outros dois importantes atrativos turísticos? Isso porque a fortificação agora é conectada ao Castelo de Gibralfaro, de onde também dá para se encantar com a beleza malaguenha. Uma vez lá dentro, vale priorizar o Arco do Cristo e o Pátio de Armas, viu? Uma passagem rápida pelo Teatro Romano, aos pés da Alcazaba, fecha o roteiro com chave de ouro. Sabe por quê? Simples! Ele data do século 1 a.C. e só foi descoberto pelos espanhóis em 1951, durante a construção de um jardim. Já pensou?

Comer, rezar e nadar

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Antes de qualquer coisa, tire um tempo para cair de amores pela Catedral de Málaga, na região da Andaluzia | Crédito: Shutterstock

Ao finalizar o passeio, não há nada melhor do que riscar mais um item da lista: a Catedral de Málaga. Tá a fim de uma curiosidade? Pois então saiba que ela foi carinhosamente apelidada de La Manquita pelo fato de contar apenas com a torre norte, visto que a sul nunca foi concluída. Esta condição, no entanto, não tirou de forma alguma o seu brilho e a sua importância cultural: ela é a substituta perfeita para uma antiga mesquita árabe e também é visível de qualquer lugar da cidade. Resultado da junção de três estilos arquitetônicos – gótico, renascentista e barroco –, está em pleno centro histórico e é um convite para alguns momentos de oração.

Saindo da catedral, por que não estender a caminhada até a Rua Larios? Ponto importante do comércio, é uma ótima aliada quando se trata de comprar lembrancinhas e escolher onde comer, com diversas opções de bares e restaurantes. Se a viagem for no verão, a sorveteria Casa Mira pode render (literalmente!) doces recordações. Uma curiosidade: no fim da rua fica uma roda-gigante, imperdível para quem quer ver Málaga do alto e sentir um friozinho gostoso na barriga.

Não se esqueça de que o roteiro tem tudo para incluir um mergulho na Playa de La Malagueta. Até porque, vamos combinar, ninguém é capaz de resistir ao Mar Mediterrâneo, né? Entre o azul e o verde da água e a gastronomia de primeira encontrada nos quiosques espalhados pela faixa de areia, fique com os dois: ambos são deliciosos.

O cubismo nasceu em Málaga

Ter a chance de conferir ao vivo e a cores a residência de um dos maiores artistas de todos os tempos não é algo que sempre dá pra fazer, né? Em Málaga, arte é um assunto levado a sério. Não é para menos, portanto, que foi justamente neste destino onde Pablo Picasso nasceu. A casa onde ele morava é aberta para visitação e reúne fotos e obras. Acha pouco? Um museu inteiro dedicado a ele está a poucos passos de distância.

Turismo em Andaluzia a 100 metros de altura

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Tá com coragem sobrando aí? Pois o Caminito del Rey, em Málaga, já foi considerado uma das travessias mais perigosas do mundo | Crédito: Shutterstock

Pelo nome parece algo light: Caminito del Rey. Mas a travessia de quase 3 km, encravada no Desfiladero de los Gaitanes, é um legítimo teste à coragem e à vertigem dos viajantes. A mais ou menos 1h de distância de Málaga (seja de carro ou de trem), ela já foi considerada uma das mais perigosas do mundo tanto por conta da falta de manutenção quanto pela assustadora profundidade de 100 metros. O caminho ficou fechado por 14 anos, e quem se arriscasse a infringir a proibição imposta pelo governo pagaria uma multa de € 6 mil. Contudo, para a alegria dos aventureiros, e de quem não é tão ligado em perigo assim, em 2015 ele foi reaberto e totalmente reformado.

Segundo dados históricos, o Caminito foi arquitetado entre 1901 e 1905 devido à construção de uma usina hidrelétrica. Anos depois, em virtude de inundações, viu-se a necessidade de ter também uma represa. Sua inauguração foi em 1921 e marcou a ocasião em que o rei Afonso XIII caminhou sobre a passarela. O percurso facilitava o acesso de um lado a outro do cânion.

5. Ronda, a cidade suspensa no ar em plena Andaluzia

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Ronda, cidade espanhola a 800 metros acima do nível do mar e cuja fenda divide o destino em duas partes, conforme visto na foto | Crédito: Shutterstock

Fala pra gente: você tá planejando uma viagem pra Andaluzia e não dispensa um bate-volta? Então, em hipótese alguma, deixe Ronda fora do roteiro. Esta encantadora cidadezinha, com pouco mais de 36 mil habitantes, está a menos de 100 km de Málaga e não deixa a desejar em termos de graciosidade e atrativos. Acredite: quem viaja para lá não a esquece jamais. Afinal de contas, é difícil deixar para trás a lembrança de um lugarejo rodeado por montanhas e localizado na pontinha de um desfiladeiro. Não entendeu? A gente explica melhor.

Situada sobre uma rocha de proporções excepcionais, a quase 800 metros acima do nível do mar, parte de sua estonteante beleza pode ser atribuída ao curso do Rio Guadalevín. Ele ajudou a esculpir uma fenda, chamada pelos moradores de El Tajo, e dividiu o destino em dois. Um vale profundo separa La Ciudad, o bairro mais antigo da cidade, de El Mercadillo, área mais moderna e endereço da estação ferroviária, de lojas e da maioria dos hotéis.

Cinematográfica como poucas outras no mundo, Ronda é absolutamente surpreendente. De origem celta, remonta ao século 6 a.C. e, assim como suas vizinhas espanholas, passou pelas mãos de povos romanos, muçulmanos e cristãos. Da herança dos mouros ficaram o nome – uma adaptação de Izn-Rand Onda (ou “cidade do castelo”) – e a inspiração arquitetônica, encontrada principalmente em La Ciudad.

A cereja do bolo: Puente Nuevo

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Ponte Nuevo, um dos símbolos de Ronda e, olha o spoiler!, de onde a vista para o pôr do sol é privilegiada | Crédito: Shutterstock

Três pontes conectam os bairros de La Ciudad e El Mercadillo, mas o ícone desta pitoresca cidade da Andaluzia é a Puente Nuevo, a maior e a mais nova entre elas. Dona da vista mais extraordinária de todas, ostenta 98 metros de altura e descortina um cenário tão arrebatador quanto indescritível. A ponte levou mais de quatro décadas para ficar pronta (entre 1759 e 1793) e é símbolo incontestável de Ronda.

Algumas trilhas serpenteiam por entre o cânion e oferecem outros ângulos privilegiados de El Tajo. Para encontrá-las, é preciso se dirigir até
a Plaza María Auxiliadora, em cujos arredores estão localizados importantes pontos turísticos. Uma vez na praça, as alternativas são procurar por uma ruela à direita, que conduz às trilhas de observação, ou optar pelo Mirante de Aldehuela, do outro lado da rua, de onde o pôr do sol ganha um colorido especial.

Mais algumas dicas de o que fazer

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Plaza de Toros de Ronda, um dos mais importantes e mais antigos points de touradas da Espanha | Crédito: Shutterstock

Se a palavra “tauromaquia” não tem nenhum significado para você, o mesmo não se pode dizer de Ronda. As touradas praticamente nasceram ali e, como fruto deste pioneirismo, surgiram a Plaza de Toros e a arena Real Maestranza, referências e tanto da região. Contrariando todas as expectativas da época, caracterizada pelo expressivo uso da madeira, a imponente arena foi erguida em pedra
no ano de 1785, Hoje em dia, serve como berço para a realização da Corrida Goyesca, uma das corridas de touro mais famosas do país. Na lista de visitantes ilustres, destaque para o escritor Ernest Hemingway e o cineasta Orson Welles, que apareciam com frequência.

Ainda mais antigo que a arena é o Palácio Mondragón, erigido em 1314 a mando do Rei Abomelik, filho do sultão Abul Asan. Suas instalações refletem o bom gosto marroquino e conservam sua elegância. Em seu interior existe um museu riquíssimo, o Museu Municipal de Ronda, cujo acervo, composto até mesmo por túmulos romanos e árabes, contam a história do destino. O tour deve incluir um passeio pelos jardins, verdadeiros oásis de tranquilidade e bem-estar.

Revivendo a história de Ronda

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Beleza, sossego e uma boa vista: vale a pena visitar os jardins da Casa de San Juan Bosco, em Ronda, na passagem pela Andaluzia | Crédito editorial: Caron Badkin/Shutterstock.com

Pertinho do mirante, em pleno centro histórico, fica a Casa de San Juan Bosco, palacete do século 20. Tapeçarias e mobiliário em madeira de nogueira fazem parte da decoração, bem como azulejos e cerâmica típicos da cidade. Neste caso, a procura não é tanto pelo interior, mas, sim, pelo jardim, que exibe uma fonte no centro e bancos para descanso, tendo como pano de fundo o verde hipnótico do vale.

De Madri a Barcelona: roteiro de carro pela Espanha

La Casa del Rey Moro é mais uma sugestão de passeio. Apesar do nome, esta não é uma casa real que tenha servido de morada para um rei árabe. Trata-se, na verdade, de uma construção do século 18 que abriga La Mina del Moro, mina de água que abastecia os exércitos durante as guerras travadas entre muçulmanos e cristãos. O acesso até ela é por meio de um túnel que desce quase 100 metros de profundidade. No fim deste trajeto, um pote de ouro: uma porta leva até o Rio Guadalevín. Os aspectos mais recentes do lugar são a fachada, resultado de um intenso trabalho de restauração realizado em 1920, e os jardins, desenhados pelo arquiteto francês Jean-Claude Forestier.

Se percorrer lugares com muita história para contar for a sua praia, nossa última sugestão é visitar o bairro de San Francisco, acessível pela suntuosa porta de Almocábar. Incrivelmente preservada, ela era uma das entradas da muralha que costumava cercar a cidade. Do lado de fora da muralha, o destaque vai para a Iglesia Santa María la Mayor, de 1485, que divide o pátio com o Convento de Clarisas de Santa Isabel de los Ángeles.

Tá a fim de ir pra Andaluzia? Guarde essas informações

Como chegar na região de Andaluzia

Não há voos diretos para as cidades da Andaluzia. Air Europa, British Airways, Iberia, TAM e TAP são as companhias aéreas indicadas para quem for viajar para Córdoba, Málaga e Sevilha – o principal ponto de conexão é Madri, mas Lisboa e Londres também aparecem como opções. Uma escala na capital espanhola é praticamente inevitável para pessoas com destino a Córdoba. Todavia, neste caso, vale fazer o trecho até a cidade de trem (o percurso no trem-bala AVE leva 1h45). O trajeto mais fácil até Granada é pelo voo da Iberia, com parada em Madri. Se Ronda estiver no roteiro, é válido alugar um carro a partir de Málaga, a 95 km de distância.

Quando ir

Quer curtir a Praia de La Malagueta no verão? Então prepare-se para o calor, porque ele pode superar os 40°C na Andaluzia | Crédito: Shutterstock

Quer curtir a Praia de La Malagueta no verão? Então prepare-se para o calor, porque ele pode superar os 40°C na Andaluzia | Crédito: Shutterstock

Quem quiser fugir do calor intenso deve evitar os destinos da Andaluzia no verão, especialmente entre julho e agosto, quando a temperatura pode superar os 40°C. Por outro lado, o clima é ameno no inverno (de dezembro a março), período em que os termômetros variam entre 5°C e 17°C. Granada é a mais fria das cinco cidades, com mínima de 1,2°C e máxima de 12,6°C.

O que levar

Em termos gerais, a preferência é por roupas informais e confortáveis, tendo em vista que Córdoba, Granada, Málaga, Sevilha e Ronda são destinos para se conhecer a pé. É preciso atenção com a época do ano: no verão, chapéus ou bonés, óculos de sol, protetores solar e labial e roupas de banho (especialmente se Málaga estiver no roteiro) não podem ficar de fora da mala. Já para o inverno, mesmo não sendo tão rigoroso, é recomendado levar luvas, cachecóis, botas e casacos pesados. Quem curtir neve vai gostar da estação de esqui de Sierra Nevada, próxima de Granada.

Como deixar a mala de viagem mais leve: 7 dicas

Fuso horário

+4h (horário de Brasília).

Idioma

Espanhol.

Gastronomia

Não faça feio, hein? Quem vai pra Andaluzia precisa experimentar as tapas espanholas | Crédito: Shutterstock

Não faça feio, hein? Quem vai pra Andaluzia precisa experimentar as tapas espanholas | Crédito: Shutterstock

As tapas são muito populares, principalmente em Sevilha, com destaque para as preparadas à base de peixes e frutos do mar. Entre os pratos mais encontrados em bares e restaurantes estão: gaspacho (sopa batida, servida fria e feita com pão, alho, tomate, pepino e pimentão), salmorejo (similar ao gaspacho), jamón serrano (tipo de presunto) e paella (arroz condimentado com açafrão e cozido com carnes, hortaliças ou peixes, por exemplo). Moscatel e Jerez de la Frontera são opções de vinhos bem apreciadas.

Moeda

Euro.

Documentação

A Espanha exige passaporte com validade mínima de três meses e seguro-viagem internacional, independentemente do tempo de estada e com cobertura igual ou superior a € 30 mil. Brasileiros não precisam de visto, a menos que queiram ficar no país por três meses ou mais. Para confirmar a documentação exigida por conta da pandemia, clique aqui.

Informações úteis

Energia elétrica: 220 V.
Plugues: é fundamental levar um adaptador universal.
Ligações para o Brasil: basta discar 0055 + DDD + número do telefone.
Gorjetas: em nenhuma das cidades da Andaluzia é obrigatório dar gorjeta. No entanto, é de bom tom deixar entre 5% e 10% do valor total da conta para garçons e motoristas de táxis, por exemplo.

Quer ir pra Andaluzia? Então conte com o apoio de um(a) agente de viagens | Recorte do bairro de Judería, em Córdoba, Espanha | Crédito: Shutterstock

Quer ir pra Andaluzia? Então conte com o apoio de um(a) agente de viagens | Recorte do bairro de Judería, em Córdoba, Espanha | Crédito: Shutterstock

Afinal, em quais países brasileiros podem entrar? 

E aí, se animou a visitar a Andaluzia em um futuro próximo? Então não perca tempo, não, e procure um(a) agente de viagens. Isso porque só um(a) profissional pode te ajudar a encontrar a melhor data e o melhor preço, assim como desenhar um roteiro que seja exatamente aquilo que você procura.

Depois volte aqui pra contar pra gente como foi a sua viagem, viu? Falar de viagem não é só uma delícia: dessa forma você também ajuda a tirar as dúvidas de outras pessoas 😉

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