O que fazer em Campina Grande (PB): as melhores atrações da região

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Procurando dicas de o que fazer em Campina Grande (PB)? A gente te conta tudo | Crédito: Shutterstock

“Tudo pode acontecer, inclusive nada”. Embora tenhamos escutado várias vezes essa frase durante a nossa ida recente à Paraíba, nunca vimos o nada acontecer. E isso é especialmente verdade em Campina Grande, destino que se dedica a comprovar que o Nordeste pode ser muito mais do que sol e praia.

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Para começo de conversa, a cidade é um importante polo comercial e industrial. Inclusive, aqui vai um fato que pouca gente sabe: é ali onde fica a fábrica das Havaianas, uma das marcas brasileiras mais bem-sucedidas de todos os tempos. De quebra, a região manda muito bem na área da educação e suas universidades públicas são referências em pesquisa e desenvolvimento tecnológico.

Como resultado de tudo isso, a Rainha da Borborema – apelido que ganhou por estar localizada no Planalto da Borborema – é dona do segundo maior PIB do estado e já foi eleita uma das 100 melhores cidades do Brasil onde se viver. Sobra espaço pra mais um diferencial? Então lide com isso: é em Campina Grande onde é realizado O Maior São João do Mundo.

A cidade paraibana parece não se cansar nunca – e ainda encontra tempo para sorrir, entreter e receber com muita empolgação os(as) seus(suas) visitantes. Vamos listar agora algumas das principais atrações e dicas de o que fazer em Campina Grande. Assim você já pode começar a sonhar com a sua próxima viagem, que tal?

O que fazer em Campina Grande: 13 dicas infalíveis

1. City tour no Ônibus do Forró

A gente começa o nosso post com um passeio tradicional e diferente, tudo ao mesmo tempo. O(a) viajante embarca em um ônibus de dois andares, de onde se tem uma vista panorâmica, e faz um city tour de cerca de duas horas. Tudo normal até aqui, certo? Pois o diferencial é que todos os pontos turísticos são apresentados em forma de cordel e os artistas a bordo ainda cantam forró e divertem a galera com a sua vocação para repentes.

Fique atento(a) para tirar fotos de alguns dos lugares mais famosos de Campina Grande. Este é o caso, por exemplo, do monumento “Os Pioneiros da Borborema”, do Museu do Telégrafo, do Museu de Arte Popular da Paraíba e da Rua Vila Nova da Rainha, considerada a primeira rua da cidade.

2. Açude Velho

Credito Bruna Dinardi

Tá a fim de praticar exercícios físicos? Pois faça isso às margens do Açude Velho, em Campina Grande (PB) | Crédito: Bruna Dinardi

Já pode incluir ao seu roteiro uma visita ao Açude Velho, uma das atrações que devem constar na lista de todo mundo que procura o que fazer em Campina Grande. Em linhas gerais, um açude é como uma represa. A construção do Açude Velho foi finalizada em 1830 depois de um período de extrema seca no Nordeste, vivido entre 1824 e 1838, e visava servir como fonte de água para a população.

Atualmente, é um dos cartões-postais do destino e uma gostosa opção para curtir durante o dia ou à noite. Isso porque por ali dá pra caminhar despreocupadamente, correr, pedalar e/ou praticar outro exercício físico, bem como apreciar o cair da tarde (muitas vezes com um pôr do sol estonteante). Para completar, há diversas opções de bares e restaurantes no entorno e a brisa é sempre fresquinha.

3. Museu de Arte Popular da Paraíba (MAPP)

Crédito editorial: Cacio Murilo/Shutterstock.com

O Museu de Arte Popular da Paraíba, em Campina Grande, é imperdível por dentro e por fora: além de prestar um tributo à cultura regional, foi idealizado por Oscar Niemeyer | Crédito editorial: Cacio Murilo/Shutterstock.com

Você sabe o que Jackson do Pandeiro, Elba Ramalho, Sivuca e Marinês têm em comum? Bom, além de todos eles serem grandes nomes do cenário musical brasileiro, seu lugar de nascimento coincide: Paraíba. Ao mesmo tempo, os quatro estão presentes no MAPP, assim como diversos outros artistas locais, cujos trabalhos denotam a riqueza da cultura paraibana.

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Fora a música, o complexo também presta um tributo ao artesanato, à literatura de cordel e à xilogravura, uma vez que todas essas formas de arte foram fundamentais no processo de construção da identidade regional. Sendo assim, pode ser considerado um centro de estudos da cultura nordestina.

Seu projeto arquitetônico audacioso, composto por três estruturas circulares, foi assinado por ninguém menos do que Oscar Niemeyer. Detalhe: o MAPP foi a última obra do renomado arquiteto brasileiro. O museu fica às margens do Açude Velho – e não estranhe se você ouvir as pessoas se referindo a ele como o “Museu dos Três Pandeiros”. Afinal, foi este o apelido que ganhou por conta do seu formato.

4. Monumento “Farra da Bodega”

Crédito: Bruna Dinardi

Prepare a câmera, porque o monumento “Farra da Bodega” permite uma foto com Jackson do Pandeiro e Luiz Gonzaga, em Campina Grande (PB) | Crédito: Bruna Dinardi

Conforme já dito no item acima, a Paraíba é um estado que dá muito valor à música. E, quando você desembarcar na região, vai perceber que dois nomes aparecem com bastante frequência: Jackson do Pandeiro, o Rei do Ritmo paraibano, e Luiz Gongaza, o Rei do Baião pernambucano. E não são só as suas canções que fazem sucesso por ali, a exemplo de “Sabiá”, de Luiz Gonzaga, a qual todo mundo parece saber de cor.

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Os dois ícones da música brasileira foram imortalizados em um monumento chamado “Farra da Bodega”. Suas duas estátuas de bronze foram colocadas de frente para a outra, separadas por uma mesa na forma de um pandeiro. Além de um banquinho que permite um monte de fotos entre ambos os artistas, vale a pena observar com atenção os detalhes da mesa, já que ali estão representados dois pratos com comidas típicas, três copos e algumas anotações da literatura de cordel.

O monumento fica de frente para o Açude Velho, muito próximo do Museu de Arte Popular da Paraíba.

5. Monumento “Os Pioneiros da Borborema”

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Câmera em mãos? Então confira de perto o monumento “Os Pioneirois da Borborema”, em Campina Grande (PB) | Crédito editorial: Cacio Murilo/Shutterstock.com

Outro monumento que é a cara da cidade é o que se chama “Os Pioneiros da Borborema”. Trata-se de três estátuas que simbolizam três figuras que foram essenciais para que Campina Grande se tornasse o que é hoje.

Em primeiro lugar, o monumento homenageia o índio, que representa o início de tudo. Depois, a catadora de algodão, uma vez que, na década de 1930, o lugar se destacava como o segundo maior exportador de algodão do mundo, ficando atrás apenas de Liverpool, na Inglaterra. A importância do algodão foi tamanha que ele chegou a ser taxado de “Ouro Branco”. Por fim, a imagem do tropeiro, cujo transporte do algodão, pele de animais e alimentos (como farinha, feijão, milho e cana-de-açúcar) alavancou o desenvolvimento de Campina Grande.

O monumento já é antigo, de 1964, e fica ao lado do Parque da Criança.

6. Parque da Criança

Quer uma dica porreta? Pois então aposte em um piquenique no Parque da Criança ao definir o que fazer em Campina Grande. Ocupando um espaço de quase 6,7 mil m², oferece pistas de cooper, skate e bicicross, aparelhos de ginástica, parquinho, quadras, lanchonete e ampla área de jardim.

Inclusive, o verde fica por conta de diversas árvores nativas da região, como acácia-amarela, algaroba, sombreiro, ipê-amarelo, ipê-rosa, oliveira e palmeira imperial, por exemplo.

7. Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição

Crédito: Bruna Dinardi

O interior bem cuidado da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição (ou, então, da Catedral de Campina Grande), na Paraíba | Crédito: Bruna Dinardi

Em linhas gerais, a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição é um patrimônio vivo da história de Campina Grande. Afinal, foi construída em 08/12/1769, mesma época em que os colonizadores portugueses chegaram à região, com o nobre intuito de atender às necessidades espirituais da população.

Ela começou como uma pequena capela de taipa, mas passou por diversas reformas ao longo dos anos. Em 1887, por ordem de Monsenhor Luís Francisco de Sales Pessoa, foi remodelada para acompanhar o rápido crescimento da região. Foi nesta mesma época em que ganhou a fachada atual, com influências neoclássicas, as duas torres, o relógio, os corredores laterais e a abertura em arcos. Estava pronta, enfim, a igreja para acompanhar a modernidade que traria o século 20.

Em 2019, porém, mais uma obra, desta vez para restaurar o Altar-Mór e o forro em madeira e para incluir pinturas sacras no teto. Além de zelar pela sua manutenção, o motivo era celebrar em grande estilo os seus 250 anos de existência. Atualmente, a igreja é muito charmosa e bem cuidada, portanto não deixe de fazer uma visita.

8. Museu de Arte Assis Chateaubriand (MAAC)

Museu de Arte Assis Chateaubriand Campina Grande Paraiba Credito Bruna Dinardi

Recorte parcial de três obras de arte do Museu de Arte Assis Chateaubriand, em Campina Grande (PB) | Crédito: Bruna Dinardi

Antes de qualquer coisa, conta pra gente: quem foi Assis Chateaubriand, você sabe? Foi um jornalista e empresário paraibano que dedicou sua vida à comunicação. Em poucas palavras, foi o detentor de veículos como O Jornal, Diário da Noite de São Paulo, Jornal do Comércio, Diário de Pernambuco e da revista O Cruzeiro, além de ter inaugurado, em 1950, a TV Tupi de São Paulo, a primeira emissora de televisão da América Latina.

Apreciador da arte, em 1947 fundou ainda o Museu de Arte de São Paulo (MASP), uma das principais atrações da capital paulista. Vinte anos depois, em 1967, e menos de um ano antes de morrer, criou o Museu de Arte Assis Chateaubriand em Campina Grande. A princípio seu acervo tinha 120 obras de arte; hoje, porém, este número chega a 566. Fora dedicar um tempinho para caminhar sem pressa por suas salas, a dica é observar ainda seu prédio histórico, uma vez que ele data de 1924 e abrigou a primeira escola da cidade.

Ou seja: se você está a fim de mergulhar no universo da arte em um ambiente tranquilo, o MAAC é o lugar certo e, logo, uma ótima opção de o que fazer em Campina Grande.

9. Vila do Artesão

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Uma das lojinhas da Vila do Artesão, reduto dedicado ao artesanato paraibano, em Campina Grande (PB) | Crédito: Bruna Dinardi

Imagine só: mais ou menos 70 lojinhas vendendo o melhor do artesanato paraibano e localizadas em um espaço supercharmoso e organizado. A diversidade de produtos é tão grande quanto os preços: tem pra todo mundo. Dependendo da época do ano, algumas lojinhas podem estar fechadas. No entanto, principalmente entre maio e julho, a Vila do Artesão vive o seu ápice e, inclusive, reflete toda a animação d’O Maior São João do Mundo.

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10. Museu Histórico e Geográfico de Campina Grande

O que fazer em Campina Grande (PB): o interior do Museu Histórico e Geográfico | Crédito: Bruna Dinardi

O interior do Museu Histórico e Geográfico de Campina Grande (PB) | Crédito: Bruna Dinardi

Você vai passar na frente e ler a inscrição “Telegrapho Nacional”. O nome se deve ao fato de que o lugar já serviu de morada para a primeira Estação Telegráfica da cidade. Entretanto, desde 1983 se tornou o Museu Histórico e Geográfico de Campina Grande. Por isso, todo o seu acervo exemplifica o desenvolvimento histórico, social e cultural da região. Não à toa, ali dentro você vai encontrar fotografias, mapas, armas, veículos, joias, ferramentas… tudo isso sintetizando três séculos da formação urbana da cidade.

Ah, e tem um detalhe interessante: o point foi fundado em 1814, mas, antes de ser um museu, foi uma Cadeia Municipal na parte térrea, enquanto o segundo andar já foi ocupado pela “Casa de Câmara” (hoje em dia Câmara Municipal). Curiosidade: um dos presidiários mais ilustres foi Frei Caneca, em 1824.

Há guias disponíveis para uma visita guiada – e, se tiver a chance, aproveite! Essas pessoas sabem tudo sobre a história do destino e estão mais do que disponíveis para apresentá-la a você. A visita dura cerca de 1h.

11. SESI Museu Digital

A fachada vista de noite do SESI Museu Digital, uma das melhores dicas de o que fazer em Campina Grande (PB) | Crédito: Bruna Dinardi

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Peraí, antes que você pense “mais um museu”, saiba que este aqui tem uma pegada um pouco diferente. Primeiramente, ele já foi considerado o melhor museu de artes midiáticas da América Latina. Em segundo lugar, tenha em mente que ele é bem interativo e permite que você brinque com algumas das suas obras a fim de obter mais detalhes sobre a história do destino. Um deles, aliás, é um jogo em que você tem que vencer obstáculos e colher algodão.

Além disso, há vídeos sobre os Tropeiros da Borborema dispostos em duas telas, uma de frente pra outra, que apresentam a mesma cena de ângulos diferentes, e uma área chamada “Signos do Moderno”. Esta última é marcada pelo uso de tablets, por meio dos quais sabe-se mais sobre a evolução no transporte, comunicação, arquitetura e cinema, entre outros setores.

Quem quiser pode se divertir no karaokê, com músicas que servem de “trilha sonora” para Campina Grande, tirar selfies sozinho(a) ou em grupo por meio de um equipamento próprio para isso, usar um tipo de simulador e assistir a dois filmes curtos em uma pequena sala de cinema. Prepare-se, porque os filmes são emocionantes e denotam todo o potencial da cidade.

Assim como nos demais museus já citados neste post, os(as) guias se colocam à disposição para tirar dúvidas e são extremamente solícitos(as) e simpáticos(as).

12. Parque do Povo

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A alegria toma conta do Parque do Povo, sede d’O Maior São João do Mundo, em Campina Grande (PB) | Crédito editorial: Cacio Murilo/Shutterstock.com

Ah, o Parque do Povo! É neste lugar onde é realizado, todos os anos, O Maior São João do Mundo. E sua estrutura é quase tão grande quanto a festa em si: ocupa uma área de 42,5 mil m². À medida que o mês de junho se aproxima, o local se transforma magicamente e ganha ares de cidade cenográfica. Isso porque as pessoas encontram ali réplicas de prédios históricos de Campina Grande, como a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, a Rua Vila Nova da Rainha e o Cine Capitólio.

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São três palcos que transbordam animação em seus shows e apresentações culturais, assim como palhoças para dar as boas-vindas a trios de forró pé-de-serra. Os(as) visitantes ainda têm acesso a uma infinidade de barracas, bares e quiosques com bebidas e comidas típicas e podem (e devem!) se deixar levar pelo ritmo contagiante.

Geralmente O Maior São João do Mundo tem duração de 30 dias. No entanto, de acordo com o prefeito Bruno Cunha Lima, em 2022 devem ser impressionantes 60 dias de festa. Sim, é isso mesmo! O evento deve ocorrer ao longo de todo o mês de junho, nos finais de semana de julho e com um pré-São João no mês de maio. No ano passado, devido à pandemia, o evento foi 100% virtual. Tudo indica que este ano ele deve voltar a ser presencial, mas vale a pena ficar de olho nas notícias, OK?

13. Vila Sítio São João

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Anote aí: a Vila Sítio São João é uma ótima opção de o que fazer em Campina Grande (PB), ainda mais em época de São João | Crédito: Divulgação

A Vila Sítio São João não é só uma sugestão de o que fazer em Campina Grande. O local conduz o(a) visitante em uma legítima viagem no tempo, convidando-o(a) a conhecer a cultura nordestina “raiz” e a percorrer um vilarejo rural do interior paraibano. Há réplicas em tamanho real de lojinhas de conveniência de 100 anos atrás, bodegas (que vendiam de pólvora a remédios), armazém, casa da farinha e engenho de cana, só pra citar alguns exemplos.

Durante a festa d’O Maior São João do Mundo, a Vila Sítio São João recebe trios de forró e cumpre um dos seus objetivos: recriar os locais onde antigamente eram realizadas as festas juninas. Garanta uma câmera em mãos, pois as fotos saem bem bonitas, viu? E não vai faltar lugar para fotografar: são dois hectares de espaço.

Já sabe o que fazer em Campina Grande. Bora pra lá?

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Veja bem, embora a gente tenha mencionado aqui diversas atrações, ainda há muito o que fazer em Campina Grande. Sendo assim, caso você conheça algum ponto turístico diferente, deixe um comentário! Mesmo porque o seu depoimento pode ajudar demais na viagem de outra pessoa 😉

Por outro lado, caso nunca tenha tido a chance de visitar o destino, não perca tempo, não, e procure agora mesmo um(a) agente de viagens. Dessa forma você garante uma trip tranquila e segura do início ao fim.

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