Entrevista exclusiva sobre a reabertura da Itália; tire todas as suas dúvidas

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Piazza Bra e Arena de Verona, points de Verona, na Itália | Crédito: Shutterstock

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Quer ficar por dentro de tudo sobre a reabertura da Itália? Então continue lendo este post – Piazza Bra e Arena de Verona, points de Verona, na Itália | Crédito: Shutterstock

Responde para a gente: quantas vezes você já sentiu vontade de visitar a Itália? Aposto que não foram poucas, uma vez que o destino possui alguns dos cartões-postais mais famosos do mundo. Em outras palavras, cidades como Roma, Veneza, Milão ou até mesmo na cinematográfica região da Toscana, por exemplo, vivem no imaginário de turistas dos quatro cantos. E, com certeza, a Itália é um dos destinos favoritos e mais escolhidos entre os brasileiros(as) 

Pois então aí vai uma excelente notícia: o país finalmente reabriu para brasileiros(a). Decretada em 01/03/2022, a reabertura da Itália veio com tudo e se você estava só esperando este momento para realizar a viagem dos sonhos, chegou a hora! 

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Entretanto, nós sabemos que você deve ter muitas dúvidas sobre o assunto. Por isso, o Segue Viagem conversou com Thaylla Louback, representante autorizada CVC Corp na Itália. A especialista reservou um tempinho para esclarecer algumas dúvidas sobre a reabertura da Itália e mais algumas coisinhas que serão fundamentais para quem desejar visitar o destino em breve. Então se liga! 

Thaylla Louback, representante autorizada CVC Corp, fala tudo sobre a reabertura da Itália; confira 

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Thaylla Louback, representante autorizada CVC Corp na Itália l Crédito: Divulgação

1. É preciso estar 100% vacinado(a) contra a COVID-19 para poder entrar na Itália? Em caso positivo, quais vacinas são aceitas? Duas doses bastam ou é preciso ter a terceira dose?  

Sim. O decreto vigente até 31 de março, prevê a entrada de brasileiros(as) na Itália desde 1º de março. Para tal, o(a) viajante deve ter completado o ciclo vacinal com vacinas aprovadas pela EMA (Agência Europeia de Medicamentos). A embaixada da Itália em Brasília publicou nesta sexta-feira (11/03) um esclarecimento que diz que “para reconhecimento da validade do ciclo vacinal, é suficiente que a terceira dose tenha sido administrada com vacina reconhecida pela EMA”. A lista que inclui AstraZeneca, Janssen, Moderna e Pfizer.  

2. Precisa de visto ou de seguro-viagem para entrar no país? Qual é a lista completa de documentos exigidos dos(as) brasileiros neste momento?   

O seguro-viagem é obrigatório para todos os(as) turistas que vão visitar qualquer país do continente europeu que faça parte do chamado Tratado de Schengen. No caso da Itália, além do seguro-viagem, o(a) viajante deve apresentar: 

PLF (passenger locator form), um formulário onde o(a) viajante deve completar com seus dados pessoais e alguns detalhes da viagem (acomodação, voos, etc).

Certificado de vacinação (Conectsus, por exemplo) OU 

Certificado de cura assinado e carimbado pelo médico OU  

Teste negativo (molecular PCR ou rápido) em até 48h antes da viagem.

Os certificados (vacina ou cura) tem validade de seis meses e tem de estar em inglês ou em uma das línguas reconhecidas (espanhol, francês, italiano ou alemão). 

3. É seguro viajar para a Itália agora? Por quê? 

Itália foi o primeiro país europeu a ser atingido pela COVID-19 e isso, em partes, fez com que fosse também o país mais precavido com algumas medidas sanitárias ao longo do tempo. Lembro-me que, logo no início, saímos de casa apenas para necessidade básica ou caráter emergencial (mercado, farmácia, hospital) portando uma declaração com local, dia e horário de saída; lembro-me de usar máscaras e luvas para fazer compras no supermercado, com número limitado de pessoas dentro, o que ocasionava filas de até duas horas de espera fora do mercado. 

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Com o passar do tempo e dos resultados das pesquisas, algumas atividades foram sendo retomadas, as declarações já não eram mais necessárias, o uso de máscaras foi se tornando flexível e, nesse meio tempo, o governo implantou uma série de regulamentações para restaurantes, bares, hotéis, aeroportos, estações de trem, museus, atrações, lojas e etc, sob pena de sanções e multas caso não se adequassem às novas medidas sanitárias. Isso fez com que, de modo geral, os estabelecimentos se preparassem com grande rigor às medidas e trouxe sensação de segurança para quem transitava por esses locais.

4. Como está o funcionamento das atrações turísticas no país? Todas elas estão reabertas? Algo mudou? 

Hoje, após a vacinação em massa (vale recordar que Itália tem 90% da população com ciclo vacinal completo), essas alterações realizadas pelos estabelecimentos se mantêm. Entre elas, estão: número limitado de pessoas no recinto, uso de máscaras no interior das lojas, displays de álcool gel disponíveis à clientela, horário de reserva nos museus… Isso traz segurança não só pra quem vive aqui, mas também para quem visita. 

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5. Como está sendo o funcionamento de lugares fechados, como bares, restaurantes, cinemas e hotéis? Há regras vigentes para espaços a céu aberto, como praias e parques? 

Para frequentar lugares fechados, ainda é preciso o uso da máscara FFP2 e apresentar um dos certificados citados anteriormente (vacinação, cura ou teste negativo). A fiscalização em restaurantes e bares não é tão criteriosa e o visitante certamente encontra opções com mesas ao ar-livre.  

Outro fator que alterou muito na Itália foi a digitalização. Com a COVID-19, a modernização de processos, como pagamentos via aplicativo e entradas com QR code, foi praticamente obrigatória, já que muito da contaminação se dava também através do contato físico. E hoje quase tudo pode ser “contactless”; desde o bilhete do metrô (que pode ser pago no cartão ou no aplicativo), até lojinhas de centro ou restaurantes em vilarejos.  

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Também foram desenvolvidos alguns aplicativos e métodos de monitoramento das praias e balneários durante o verão, com sinalização que permitia ou não mais gente naquela área. Isso também fez com que lugares como Costa Amalfitana (famosa também pelas ruas lotadas e praias minúsculas repleta de turistas) se tornasse mais agradável para um passeio sem estresse.

6. O uso de máscaras e o passe sanitário são obrigatórios? Se sim, como funciona o passe sanitário para brasileiros(as)? A carteirinha de vacinação brasileira é aceita no país? As medidas variam de acordo com as regiões? 

Hoje, o uso das máscaras foi flexibilizado para lugares externos, ficando à critério da pessoa usá-la ou não. Para entrada nos transportes públicos serve sempre o uso de máscaras FFP2 e, para entradas em lojas, museus e restaurantes, além da máscara FFP2 serve também a apresentação do certificado de vacinação ou certificado equivalente. As medidas são vigentes em todo o território nacional.

7. O que os(as) brasileiros(as) devem esperar da reabertura do país? Como a Itália se preparou para voltar a receber turistas do Brasil?  

Os viajantes podem esperar uma Itália mais organizada em relação aos museus e atrações, com reservas de horário, controle sanitário, locais mais avançados tecnologicamente. Isso fica claro nos restaurantes que adotaram menu QR code ou nos transportes onde você pode comprar o bilhete direto do seu celular.  

Também podem esperar uma Itália mais aberta e tolerante. Em localidades que sobrevivem basicamente do turismo, como Veneza, Roma ou mesmo Florença, era muito nítido o descontentamento dos locais com a massificação. Hoje, os turistas encontram lugares mais acolhedores e receptivos 

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Depois de dois anos sem receber grande parte dos visitantes habituais, os locais entenderam o impacto da presença dos viajantes e, por sua vez, quero acreditar que os viajantes também tenham aprendido algo nesse tempo sobre valorizar as viagens que fazem e o meio ambiente ao qual estão inseridos. Não acredito que o turismo será o mesmo pelo simples fato de que as pessoas não são mais as mesmas.

8. Como está o movimento de turistas? Podemos dizer que o turismo já foi retomado em solo italiano? 

A presença dos turistas atualmente ainda é baixa se comparado ao que já foi em 2019. Para quem não sabe, a Itália basicamente dobra o número da sua população só em turistas. Os idiomas mais ouvidos nas ruas do centro histórico ainda são de espanhóis, britânicos, franceses, austríacos e alguns alemães que voltam a frequentar o Bel Paese a partir de suas casas. A frequência ainda é majoritariamente europeia e a expectativa é de receber os visitantes de longa distância como asiáticos, americanos, australianos e brasileiros em meados de abril/maio em diante.   

9. Na sua opinião, qual seria a melhor época para visitar a Itália? E por quê?

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Quem esperou pela reabertura da Itália, agora pode finalmente viajar para conhecer o destino – Veneza, na Itália | Crédito: Shutterstock

Seguindo este cenário, não posso deixar de recomendar alguns destinos para os nossos leitores:  

Na primavera, a boa notícia é que os cruzeiros estão confirmados e seguem com itinerários lindíssimos por toda a Itália – seja visitando as ilhas, seja combinando o destino com Grécia, Croácia ou os demais países europeus do Mediterrâneo. 

No verão, Puglia segue como destino imperdível e acessível para aproveitar um autêntico verão italiano com excelentes circuitos e itinerários instagramáveis. Já a Sicília continua sendo a melhor combinação praia + gastronomia + história e cultura que o cliente pode ter num destino só. E a Sardenha segue sendo a campeã das praias paradisíacas e hotelaria de luxo na Costa Smeralda, sendo perfeita para quem quer relaxar com os pés na areia e o mar paradisíaco à vista.  

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No outono, recomendo muito que se programem para visitar as cantinas que já estarão praticamente com eventos especiais em suas vindimas. Aproveite para saborear o melhor da culinária italiana com as trufas e descubra as paisagens inesquecíveis da Toscana, do Veneto ou da Emilia Romagna. Aqui, é imprescindível deixar pra lá qualquer dieta!  

No inverno, alguns vilarejos são imperdíveis como Cortina D’Ampezzo (Veneto) e Courmayeur (Vale d’Aosta). As vistas às Dolomitas ou ao Mont Blanc são de tirar o fôlego e o charme dos vilarejos bucólicos são tudo de mais alpino que você poderá experimentar! Regiões como, por exemplo, o Trentino Alto Ádige oferece ski da melhor qualidade e à preços bem mais amigáveis que os vizinhos europeus.   

Portanto, como costumo dizer: tem uma Itália pra cada estação do ano

10. Você poderia citar cinco destinos italianos mais visados pelos(as) brasileiros(as) e cinco que ainda não são tão explorados assim? 

Mais visados: as quatro cidades principais (Roma, Florença, Milão e Veneza), Costa Amalfitana e San Gimignano/Toscana de modo geral.

Menos exploradas: Bolonha (Emilia Romagna), região da Puglia e região do Trentino.

11. Qual(is) dica(s) você daria para quem deseja visitar a Itália em breve? 

Para quem planeja visitar o destino em breve, mas teme pela língua local, um alerta: italianos a-do-ram nosso sotaque brasileiro, simpatizam com o país e com a nossa gente. Querer falar inglês aqui em muitos lugares pode ser uma roubada – italianos de modo geral não falam tão bem o inglês. Contudo, em línguas latinas conseguem se comunicar bem melhor (espanhol, português, francês). Os passeios disponíveis são realizados em inglês ou espanhol, por vezes, até mesmo em português. Portanto, venha sem medo, e pronto para encantar os italianos com seu “português brasileiro” como chamam aqui! 

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Gostou de saber mais sobre a reabertura da Itália? Então compartilhe este post – A icônica Piazza di Spagna, em Roma, na Itália | Crédito: Shutterstock

E aí, ficou com ainda mais vontade ainda de visitar o destino depois de ficar por dentro sobre a reabertura da Itália? Pois então a nossa última dica não poderia ser diferente: consulte um(a) agente de viagens e deixe para ele(a) criar o roteiro. Assim você garante uma viagem que seja a sua cara, caiba no seu bolso e deixa todas as preocupações de lado. Depois volte aqui pra contar pra gente como foi, viu? Até porque seu comentário pode tirar a dúvida de outras pessoas! 

4 Comentários

  1. Luisa Castro disse:

    Parabéns pelos esclarecimentos, assisti a live e teve ótima.

  2. Luisa Castro disse:

    Parabéns pelos esclarecimentos sobre a entrada na Itália, super completo, assisti a live e teve ótima.

  3. Sueli de Fatima Rufino disse:

    Como é esta validade de 6 meses do certificado de vacinação? A dose de reforço Pfizer também tem essa validade de 6 meses?

    • Laura Quadros disse:

      Oi, Sueli! Tudo bem?

      O certificado, por exemplo, emitido pelo ConecteSUS, não tem validade internacional, ficando a critério de cada país decidir sobre sua aceitação. No caso da Itália, a validade do certificado é de 6 meses após o primeiro esquema vacinal estar completo 🙂

      Espero ter ajudado!

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