
Seja de qual religião for, quase todo viajante tem seu lado místico e uma vontade de conhecer lugares que fogem do óbvio. E a melhor parte é que não faltam roteiros para chegar a locais sagrados e cheios de energia boa, daquelas que ajudam a recarregar corpo e alma. Um desses destinos, inclusive, é a região da Capadócia, na Turquia. Ela atrai milhares de visitantes do próprio país e também de outros desde o início do século passado.
Tá a fim de saber o porquê? Então leia este post até o final!
Capadócia: como o turismo começou
Sua popularidade aumentou na década de 1930, sobretudo depois que o sacerdote francês Guillaume de Jerphanion publicou alguns trabalhos sobre as igrejas da região. À medida que a procura pelo destino aumentava, a rede hoteleira já não conseguia atender à demanda, o que levou os habitantes a começar a arrendar quartos e a transformar suas casas para dar as boas-vindas aos visitantes. Ao mesmo tempo, novos hotéis eram construídos. Aliás, o crescimento da rede hoteleira teve como diferencial o respeito à paisagem e, por isso mesmo, os hotéis harmonizam bem com as construções tradicionais.
Este boom no turismo revitalizou a economia regional, beneficiando os produtores de cerâmica, têxteis e artesanato. E o local tem ainda um papel especial na tradição cristã. Isso porque, durante os primeiros anos do cristianismo, a Capadócia foi um terreno fértil para a expansão da nova religião, em parte pela sua proximidade com as Sete Igrejas da Ásia, mencionadas no livro do Apocalipse do Novo Testamento, e de Antioquia, onde São Pedro fundou a primeira comunidade cristã.
As lendas do destino

Segundo a lenda, São Jorge nasceu na Capadócia, embora tenha ido para a Palestina, de onde a mãe era originária, quando ainda era criança. A lenda de São Jorge e do dragão tomou forma na Idade Média e o santo foi convertido em padroeiro de muitos países.
Existem entre 400 e 600 igrejas na Capadócia, muitas delas escavadas em rochas. Nem é preciso dizer que são todas muito interessantes de visitar, né? As mais antigas datam provavelmente do século 6, enquanto a maior parte é dos séculos 10 e 11, uma vez que este período vai desde o fim das incursões árabes até a chegada dos turcos. Não deixe também de visitar as galerias subterrâneas da região, que serviram de abrigo para os religiosos durante a perseguição aos cristãos.
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