Um conto de fadas pela França

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Se andar por Paris já é uma verdadeira viagem no tempo por conta de suas construções centenárias, pertinho da cidade há uma região que parece saída de conto de fadas. A duas horas da capital francesa, fica o Vale do Loire. São cerca de 300 quilômetros ao longo do rio Loire que concentra, pelo menos, mil castelos. Para conhecer uma parte deles, é preciso ficar hospedado em uma das cidades locais, mas se estiver em Paris dá para fazer passeios de um dia que oferecem visita em até três castelos.

O Vale do Loire era utilizado, principalmente, como refúgio da realeza, que buscava o destino para caçar e se entreter. A maioria dos castelos por ali começou a ser construída no século 16, e o rei Francisco I foi o grande responsável pelo apogeu da área. É difícil passar por um castelo importante do Vale do Loire que não teve alguma influência do rei.

Pela história

A saída do passeio de um dia de Paris ao Vale do Loire é bem cedo, para o dia ser aproveitado. É preciso por volta de duas horas para conhecer cada castelo. Um dos mais famosos é o Castelo Royal d’Amboise, que data do final do século 15 e foi onde o rei Francisco I passou sua infância. A construção ilustra a passagem do estilo gótico para o renascentista francês. A vista do rio Loire também é um de seus atrativos.

Apesar de italiano, Leonardo da Vinci, grande amigo de o rei Francisco I, está enterrado na Capela de São Humberto, que fica no castelo de Amboise. Aliás, o gênio da Itália passou seus últimos anos de vida na cidade de Amboise, em um castelo chamado Clos Lucé, construído em 1471 e reformado quando Leonardo aceitou o convite do rei para viver lá.

Da Vinci viveu apenas três anos no Clós Lucé, e dava várias festas no local. Ele levou consigo para essa jornada na França, que seria sua última, diversos quadros, como a Monalisa, razão pela qual ela pertence ao país atualmente. No castelo, é possível ver uma retrospectiva da obra de Leonardo tanto dentro da construção como em seus jardins.

Chenonceau

A 20 minutos de Amboise, fica o Chenonceau, o castelo de administração privada mais visitado do Vale do Loire. Recebe, pelo menos, 1 milhão de turistas por ano. Ou seja, vá com paciência porque todos seus aposentos costumam ficar cheios. E por que ele atrai tanta gente dentre mil castelos na região? Talvez seja pelo seu estilo elegante e por ter uma entrada com uma verdadeira “catedral de árvores”, que se estende por um quilômetro.

A história do castelo é uma disputa entre mulheres. Ele foi idealizado por Katherine de Bohier em 1513. Disputado por Catarina de Médices e Diana de Poitiers, esposa e amante de Henri II respectivamente. Cada uma delas teve importância vital na construção do Castelo de Chenonceau, inserindo novas áreas e torres.  Ao todo, ele teve três fases de construção. Na Revolução Francesa, foi protegido da destruição por mais uma mulher, Madame Dupin. Por isso, todo seu mobiliário (e réplicas deles) até a cozinha, podem ser vistos pelo público. Para completar, ele tem um belo jardim. Seria o toque caprichoso de tantas mulheres que o faz um dos castelos mais bonitos da França?

Chambord e muito mais

Se Chenonceau é o castelo de administração privada mais visitado do Loire, o público que recebe mais visitantes é Chambord. Ele é o grande ícone da região. E também a maior propriedade, que tem o tamanho de Paris, com 5.440 hectares. O castelo em si tem 156 metros de comprimento e 56 metros de altura. Francisco I ordenou sua construção em 1519 e ele levou 30 anos para ficar pronto. O rei passou poucas semanas por lá.

O castelo é rico em estilo. Tem uma escada central que é uma referência arquitetônica e toda sua obra tem uma aparência de fortaleza medieval com um bom toque da arquitetura da Renascença italiana. Além de visitar o castelo, é possível fazer um tour de 4×4 pelos seus bosques, cheios de javalis e cervos.

Pertinho de Chambord, fica o Castelo de Cheverny, feito completamente em estilo clássico e construído entre 1624 e 1634. Sua coleção de artes e tapeçaria é riquíssima. Apesar de ter passado por vários donos, atualmente, ele pertence à família responsável por sua construção, a Hurault. Além de ter um belo interior, ainda tem um bosque recortado por um lindo canal.

Para fazer essa excursão de um dia aos encantadores castelos do Vale do Loire, peça para seu agente de viagem fazer sua reserva.


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