
A Nova Zelândia vai reabrir as fronteiras para viajantes vacinados de países de baixo risco de contaminação da COVID-19 somente a partir do início de 2022, conforme anunciou a primeira-ministra Jacinda Ardern na última quinta-feira (12). Segundo a premiê, a prioridade agora é vacinar a população para manter abertas as atividades econômicas e preparar o país para uma reabertura em fases.
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“Uma abordagem cuidadosa diz que não haverá nenhum caso, mas, quando houver um na comunidade, nós o esmagamos. É a melhor maneira de manter nossas vidas normais enquanto monitoramos as voltas e reviravoltas da COVID-19 ao longo dos próximos seis meses”, disse Jacinda. “Nosso objetivo final é ter viagens sem quarentena para todos vacinados. E o que vocês podem ver a partir de hoje é que a nossa direção e ambição são claras. Mas simplesmente não estamos em posição de reabrir totalmente ainda”, completou.
Baixo risco x alto risco
De acordo com a primeira-ministra, o relaxamento gradual das restrições a viajantes estrangeiros se dará com base no status de vacinação do turista e no nível de risco epidemiológico do país de origem. Pessoas 100% vacinadas e provenientes de nações de baixo risco vão poder entrar livremente na Nova Zelândia. Por outro lado, as que vierem de países de alto risco terão de cumprir quarentena de duas semanas. O governo, no entanto, ainda não anunciou quais países se enquadram como de baixo, médio ou alto risco.
“Não podemos manter as restrições de fronteira indefinidamente e, para ser absolutamente clara, também não queremos fazer isso, nem os especialistas com quem falamos. O fechamento de fronteiras foi apenas uma medida temporária para manter a COVID-19 antes de uma vacina ser desenvolvida e administrada. Contanto que as evidências científicas mostrem que podemos fazer a transição com segurança de uma defesa de fronteira para a armadura individual da vacina, então essa é a direção que iremos”, ressaltou Jacinda.
Taxa de contaminação baixa

O país registrou uma das taxas mais baixas de contaminação por COVID-19 e contabiliza, até o momento, menos de três mil casos e apenas 26 mortes, em uma população de quase cinco milhões de pessoas. Para a primeira-ministra, a baixa taxa de casos se deve também à decisão de fechar as fronteiras a todos os não residentes em março de 2020. Apesar de ter apenas 18% da população totalmente imunizada, o país promete garantir doses para todas as faixas etárias vacináveis até o fim do ano.