Descubra o que fazer em Olinda em 1 dia com uma programação inesquecível

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Vista de Olinda a partir do Alto da Sé

Ao subir no que hoje é o Alto da Sé, o colonizador português Duarte Coelho teria dito “Oh, linda situação para se construir uma vila!”. Se falou ou não, essa acabou virando a versão mais aceita para o surgimento do nome Olinda, a principal cidade histórica de Pernambuco, recheada de construções dos séculos 16 e 17.

O Carnaval olindense é um dos mais animados do país, mas a cidade vai muito além do movimento dos foliões e dos famosos bonecos gigantes. Igrejas, centros culturais, museus, bares, restaurantes e mirantes estão espalhados por um lindo casario colonial que foi declarado Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco. E tudo a apenas 7 km de Recife.

Pensando nisso, elaboramos um roteiro para curtir o dia e a noite de Olinda. Apesar das ladeiras, algumas bem íngremes, a melhor forma de explorar Olinda é a pé

O que fazer em Olinda em 1 dia:

Um bom lugar para começar o passeio é a Igreja de Santa Cruz dos Milagres, junto à Praia dos Milagres, que encanta pela simplicidade, toda branquinha externamente.

Atravessando a avenida, chega-se no Largo do Varadouro, endereço do Mercado Eufrásio Barbosa, uma construção do século 17, que, até 1960 funcionou como Casa da Alfândega e, posteriormente, mercado público. Após passar por uma reforma, reabriu em 2018 como centro cultural, abrigando lojas de artesanato, salas de exposições, salas de oficina de dança e artesanato e a nova sede do Museu do Mamulengo.

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Mercado Eufrásio Barbosa: centro cultural e sede do Museu do Mamulengo

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Mercado Eufrásio Barbosa: centro cultural e sede do Museu do Mamulengo

Para não encarar uma bem íngreme logo de cara, suba a Rua 15 de Novembro. No começo da via, chama a atenção a Igreja de São Sebastião. No final, basta virar à direita e a Basílica e Mosteiro de São Bento aparece, imponente, à frente. Erguida em 1599, é uma das joias do barroco brasileiro, exibindo um altar com 28 kg de ouro e tribunas laterais cobertas por dosséis dourados.

Subindo a Rua São Bento, atente-se para um sobrado branco com portas e janelas azuis à direita de quem sobe e com uma plaquinha na parede indicando seu dono: é a casa do cantor e compositor Alceu Valença. Quando está na cidade, ele pode abrir uma das janelas e cantar seus sucessos para quem estiver passando pela rua. Nessa rua ainda há vários lugarzinhos interessantes, como a loja de artesanato Artes do Imaginário Brasileiro e o centro cultural Casa Criatura.

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Basílica e Mosteiro de São Bento: um belo exemplar do barroco brasileiro

A Rua Bernardo Vieira de Melo é a continuação da Rua São Bento. Ainda em ascensão, passa-se por várias lojas e pelo Mercado da Ribeira, uma construção do final do século 17 que já funcionou como açougue e hoje é um bom local para se comprar artesanato. Um pouco mais à frente, o cruzamento com a Rua Prudente de Moraes é conhecido como Quatro Cantos: é o ponto mais efervescente do Carnaval de Olinda, onde os bonecos gigantes pulam junto da população.

Quando bater a fome, vale rumar aos restaurantes da colorida Rua do Amparo. Instituição local, o Oficina do Sabor é especializado em receitas servidas dentro do jerimum (abóbora). A vista das mesas da varanda é incrível.

Agora é hora de subir a rua mais íngreme de Olinda: ainda bem que a Ladeira da Misericórdia é curta. Como prêmio, chega-se à parte mais alta do centro histórico – o Alto da Sé.

 

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Quem sobe no Alto da Sé é recompensado com essa vista

A Igreja da Misericórdia aparece ao fim da ladeira, porém só abre durante a missa, no comecinho da manhã. Um pouco mais à frente, a Casa dos Bonecos Gigantes exibe, em duas pequenas salas, alguns dos personagens que fazem sucesso nos carnavais. Com acervo pequeno, o Museu de Arte Sacra vale a visita por causa de uma rara imagem de Nossa Senhora adolescente.

Do outro lado da rua, o Mercado de Artesanato da Sé tem uma série de barraquinhas vendendo uma infinidade de produtos. À tarde, as tapioqueiras começam a chegar. Esse é o melhor ponto para se admirar a vista da cidade, com Recife ao fundo. A visita à parte mais alta da cidade se encerra na Igreja da Sé, com altar folheado a ouro e um pátio lateral procurado para uma foto panorâmica.

Se tudo o que sobe desce, prepare os freios que chegou a hora da ladeira abaixo. Seguindo pela Rua São Francisco, no meio da descida surge o Convento de São Francisco, que abriga uma igreja e três capelas barrocas, repletas de azulejos portugueses. A vida e morte de São Francisco é retratada em painéis no pátio interno. O passeio termina na Praça do Carmo, onde fica a Igreja do Carmo. Cercada de palmeiras, a igreja foi a primeira da ordem carmelita no Brasil.

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Bodega de Véio: mistura de bar e mercearia Crédito editorial: Stefano Ember

A vida noturna no centro histórico de Olinda fica bem agitada nos fins de semana e feriados. As ruas Prudente de Moraes, Bonfim e, novamente ela, a do Amparo, formam o epicentro dos bares, restaurantes e locais de shows. Apadrinhada por Alceu Valença, a Casa Estação da Luz promove apresentações musicais e palestras. E na Rua do Amparo fica um dos grandes representantes da boemia da cidade, a Bodega de Véio, um mix de mercearia e bar que, eventualmente, promove apresentações musicais. O sanduíche de pastrami com queijo de reino, acompanhado de uma cerveja gelada, é o campeão dos pedidos.

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