Estrada Real: uma viagem ao Brasil Colônia

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Ouro Preto – Minas Gerais | Crédito: Shutterstock

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Para o próximo roteiro, que tal seguir viagem pelos caminhos percorridos por tropeiros durante os tempos de Brasil Colônia? As rotas são repletas de beleza, história e paradas para saborear a deliciosa e diversa gastronomia de Minas Gerais e do Rio de Janeiro.

Ao todo, a Estrada Real, oficializada pela Coroa Portuguesa no século 17, tem 1.630 km, divididos em quatro percursos. Na época da colonização, eles eram utilizados para o transporte de ouro e diamantes entre Minas e os portos do Rio. Hoje, encantam quem se aventura por seus caminhos.  Veja:

Para começar, o carro

Principalmente para quem vem de outros estados do Brasil, alugar um carro para desbravar essas rotas é uma ótima pedida para curtir os trajetos e as paradas no próprio tempo. Também é sempre interessante mencionar a facilidade oferecida pelas locadoras de retirar o veículo em um destino e devolvê-lo em outro.

Para efetuar a locação em terras tupiniquins, as regras são: ter, no mínimo, 21 anos, habilitação permanente há pelo menos dois anos, RG, CPF e um cartão de crédito no nome do condutor que tenha limite para cobrir a franquia do seguro do automóvel.

Uma dica muito importante para a locação de carros é ler com cuidado o contrato para verificar se a cobrança é feita por dia ou quilometragem, o tempo de locação, qual o tipo de seguro e se o tanque deverá estar cheio na devolução. Recomenda-se, ainda, acompanhar a vistoria do carro e solicitar seu comprovante. Vale ressaltar que, caso queira dividir o volante com algum amigo, é preciso avisar a locadora.

Caminho Velho

Primeira e maior via, Caminho Velho leva de Ouro Preto (MG) a Paraty (RJ). São 710 km, os quais, antigamente, eram cruzados pelos tropeiros em 60 dias, a cavalo. Atualmente, aqueles que atravessam levam cerca de oito dias, de carro.

DESTAQUES

– Obras de Aleijadinho, Congonhas (MG): intituladas Patrimônio da Humanidade pela Unesco, as 78 esculturas barrocas do consagrado artista são exibidas nas dependências do Santuário do Bom Jesus dos Matosinhos.

– Igreja Matriz de Santo Antônio, Tiradentes (MG): erguida em 1710, destaca-se pela quantidade de ouro – 400 kg – em seu interior. De fora, a charmosa fachada, pensada por Aleijadinho, rende lindas fotos.

– Chico Doceiro, Tiradentes (MG): as formiguinhas de plantão ficarão felizes em saber que essa doçaria serve delícias como canudinhos recheados com doce de leite, cocada e ambrosia.

– Igreja São Francisco de Assis, São João del-Rei (MG): projetada por Aleijadinho, a icônica igreja, construída em 1774, chama atenção já do lado de fora e pela decoração rococó.

– Parque das Águas, Caxambu (MG): repleto de alamedas, o parque oferece ambiente gostoso e tranquilo, ideal para curtir caminhadas. Leva esse nome por conta das 12 fontes de água mineral, gasosa e medicinal espalhadas por sua propriedade.

– Centro Histórico, Paraty (RJ): ruas de pedra e casinhas charmosas compõem o cenário local, dando a impressão de que o visitante voltou no tempo. Lembre-se de levar máquina fotográfica ou celular, pois a paisagem é bastante fotogênica! Além disso, do centro saem passeios de barco para as ilhas e praias do destino.

Caminho Novo

A rota de 515 km pensada como alternativa mais rápida para os tropeiros sai de Ouro Preto (MG) rumo à cidade do Rio de Janeiro (RJ). Sugestão: em média, seis dias para desfrutar as atrações do trajeto são ideais.

DESTAQUES

– Casa de Tiradentes, Ouro Branco (MG): também conhecida como Fazenda das Carreiras, o local recebia muitos tropeiros que, ali, trocavam seus cavalos para seguir viagem rumo à Corte. A casa ainda serviu de ponto de encontro de inconfidentes, para reuniões de conspiração contra o Império.

– Parque Estadual do Ibitipoca, Lima Duarte (MG): parada para os amantes de natureza, o parque abriga trilhas, grutas, cachoeiras, lagos e mirantes.

– Museu Casa Natal de Santos Dumont, Santos Dumont (MG): a casa onde nasceu Santos Dumont atualmente abriga um museu com objetos pessoais, cartas, fotografias e peças originais de alguns aviões.

– Morro do Imperador, Juiz de Fora (MG): quem gosta de mirantes, paisagens e fotos pode fazer uma parada no local. Com 930 metros de altura, está entre os pontos mais altos da cidade. A visita de D. Pedro II ao morro deu nome à atração.

– Museu Imperial, Petrópolis (RJ): imponente, sua arquitetura figura como uma atração à parte. O local serviu de casa de veraneio para D. Pedro II e hoje compartilha informações e histórias sobre o Brasil Império e a família reinante.

– Palácio de Cristal, Petrópolis (RJ): encomendado pelo Conde d’Eu, foi inspirado nos Palácios de Cristal de Londres e da cidade do Porto. Visitantes podem conferir as exposições e eventos que ocorrem ali.

 Caminho dos Diamantes

Cachoeira Grande – Serra do Cipó – Minas Gerais | Crédito: Danilo de Andrade Ribeiro

Em quatro dias, o viajante consegue percorrer os 395 km entre Diamantina (MG) e Ouro Preto (MG).

DESTAQUES

– Casa da Chica da Silva, Diamantina (MG): casa onde viveu a escrava alforriada Chica da Silva e hoje funciona o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

– Mercado Velho, Diamantina (MG): erguido em 1835, funcionava como rancho de tropas. Atualmente, abriga um espaço cultural e de lazer, onde são sediadas feiras de artesanato, produtos alimentícios, shows musicais etc.

– Parque Nacional da Serra do Cipó, Serra do Cipó (MG): parada para quem aprecia passar um tempo em meio à natureza, trilhas, riachos e cachoeiras ficam na área do parque.

– Sítio Arqueológico da Pedra Pintada, Cocais (MG): as pinturas rupestres encontradas na região são datadas de aproximadamente 6 mil anos e compõem cenas como caçadores perseguindo suas caças.

– Mina do Chico Rei, Ouro Preto (MG): mina de onde era escavado ouro e retirada argila, continha objetos utilizados para castigar os escravos. Ao visitá-la, a controversa história – alguns contestam sua veracidade – de Chico Rei é compartilhada. Ele teria sido um escravo que, ao esconder ouro nos cabelos, conseguiu juntar dinheiro para comprar sua liberdade.

 Caminho de Sabarabuçu

Totalizando 160 km, contém o menor percurso. Começa no Caminho dos Diamantes, em Cocais (MG), e tem ponto de chegada em Caminho Velho, na cidade de Glaura (MG).

DESTAQUES

– Serra da Piedade, Caeté (MG): é considerada como um dos picos mais elevados da cordilheira do Espinhaço. Uma estrada estreita e repleta de curvas leva ao topo, onde fica o Santuário Nossa Senhora da Piedade.

– Pastel de Angu, Itabirito (MG): ao passar pela cidade, vale uma parada para provar a popular iguaria local.


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