Disney muda forma de vender ingressos; entenda aqui

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A partir de 16 de outubro, o complexo de Walt Disney World, em Orlando, na Flórida, implanta uma nova forma de vender ingressos, baseada na data específica em que o visitante estará em seus quatro parques temáticos (Magic Kingdom, Epcot, Animal Kingdom e Hollywood Studios) ou dois parques aquáticos (Blizzard Beach e Typhoon Lagoon).

O preço do ingresso será calculado baseado na data da primeira visita ao primeiro parque, do tipo de ingresso e da quantidade de dias que quer ir a parques Disney.

O agente de viagens terá de colocar na reserva para a venda do ingresso a data da primeira visita. Ou seja, um passo a mais no que está acostumado a fazer hoje. Para tirar todas as dúvidas, a Disney promoverá treinamentos em São Paulo e no Rio na próxima semana (inscreva-se em disneyagentesdeviagem.com.br), mas nós entrevistamos Gabriela Delai, Luiz Araujo e Paula Hall, gerentes de Disney World, para que eles explicassem o passo a passo para o profissional.

O agente de viagens precisará fazer três perguntas iniciais que definirão o preço do ingresso. Não se trata de preço dinâmico baseado na venda antecipada, como existe em companhias aéreas ou hotéis, e sim preços baseados na época do ano em que o visitante estará nos parques, baseados no histórico que a Disney tem de seus parques.

Primeiro passo: saber quantos dias de ingressos o cliente quer. Por exemplo, quatro dias, oito dias ou dez dias.

Segundo passo: saber se o cliente vai querer visitar apenas um parque por dia ou ter a possibilidade de ir a mais de um parque no mesmo dia (a função chamada hopper, que possibilita passar a manhã em um parque, a tarde em outro e ver o show noturno de um terceiro, por exemplo) ou ainda se ele quer essa função hopper incluindo também os parques aquáticos.

Terceiro passo: aqui está a maior diferença – definir qual será o dia da visita ao primeiro parque.

“Planejamento é a palavra-chave”, explica Gabriela Delai, gerente de Vendas e Treinamento. E o profissional de Turismo, do agente de viagens ao operador, terá de estimular e ajudar o cliente a se planejar, pois a mudança poderá custar mais.

QUANTIDADE DE DIAS
Como dissemos acima, a quantidade de dias será o primeiro passo, e ela definirá o período em que o visitante poderá fazer as visitas.

Para compras de ingressos de 2 dias de parque, a visita poderá ocorrer em um período de 4 dias. Ou seja, o cliente terá quatro dias para usar seus dois dias de ingresso (ele não terá quatro dias de ingresso e sim a janela de quatro dias para usar seus dois dias comprados).

Exemplificando: o visitante comprou dois dias de ingresso e irá dia 8 de novembro no primeiro parque. Ele terá até o dia 11 para usar o segundo dia. Se usar dia 9, seus ingressos acabam. Mas se quiser fazer outra coisa dia 9 (ir às compras) e ir ao segundo parque só dia 10 ou dia 11, tudo bem. Se só conseguir ir ao parque dia 12, já terá esgotado seu tempo limite e perderá o ingresso.

Para compras de 3 dias de parque, o cliente terá mais dois dias para usar, em um total de cinco, no mesmo raciocínio anterior. Ele tem uma janela de cinco dias para usar seus três dias de ingresso (em dois desses dias não tem ingresso, mas a flexibilidade de data de usar ou não).

Para compras de 4 a 7 dias de ingresso, o cliente ganha mais três dias na janela de uso. Ou seja, comprou 4 dias, tem 7 para usar a partir da data estipulada para a primeira visita, comprou 5 a janela aumenta para 8 e assim por diante.

E quem comprar de 8 a 10 dias, ganha mais 4 dias para usar seus ingressos. Ou seja, terá uma janela de 12 a 14 dias de uso (mas só terá entradas para 8 a 10).

Em cada um desses ingressos por dia ele pode adicionar a opção hopper ou hopper plus, que têm preço fixo. O hopper é recomendado para quem já conhece os parques e gosta de ir nas atrações preferidas de cada um, podendo ir em mais de um parque no mesmo dia, ou para quem quer aproveitar os shows noturnos de um parque diferente do que passou o dia.

MUDANÇAS
Escolhi a data de visita, quantidade de dias de ingresso e o tipo, o sistema calculou, paguei e os ingressos foram emitidos. Aí resolvi mudar a data do primeiro dia de visita. O que fazer?

Se a mudança for dentro da janela permitida, não precisa fazer nada. Por exemplo, comprei 2 dias, mas tenho 4 para usar. Não fui no primeiro e no segundo dias, mas fui no terceiro e no quarto. Tudo ok. Essa mudança não afetou a janela permitida e o preço continua o mesmo.

Mas se comprei dois dias e resolvi chegar um dia antes ou preciso atrasar a visita, de forma que a janela invadiria do quinta dia em diante, é preciso efetuar a mudança no sistema de reserva.

Essa mudança poderá ser feita pelo aplicativo ou site da Disney, nas agências e operadoras, nos parques ou em Disney Springs e poderá ter uma diferença tarifária, pois o preço será baseado no dia da semana e do mês. Portanto, a cada dia há um preço diferente, não importando o parque (hoje o Magic Kingdom é mais caro, por exemplo, no ingresso de um dia, mas isso deixará de existir). No calendário Disney pode-se até ver os dias em que os ingressos estarão mais baratos.

OBERVAÇÕES
Se houver mudança de data e o ingresso novo for mais barato, não há reembolso da diferença.

Se o visitante já usou um dia, não pode haver mudança.

Ao adicionar a opção hopper ao ingresso, o visitante ganha um dia a mais na janela de uso (somada à janela de dias de ingresso comprados).

INGRESSO FLEXÍVEL
A versão atual, de 1 a 10 dias, com 14 dias para usar a partir do primeiro dia de uso, continua existindo, mas para adquiri-lo, o visitante pagará uma outra taxa. E nesse ingresso ele também pode adicionar hopper e hopper plus.

Luiz Araújo e Gabriela Delais, da Disney | Crédito: Jhonatan Soares

DÚVIDAS?
Sim, no começo vai ser complicado. Por isso, os operadores select já estão sendo treinados (com os mais diversos cenários e dúvidas) e haverá os treinamentos em São Paulo e no Rio.

Na capital paulista, haverá três sessões, no hotel Renaissance: duas dia 2 de outubro e uma dia 3.
No Rio, a sessão será no JW Marriott, no dia 4 de outubro.

Inscreva-se em www.disneyagentesdeviagem.com.br.

As operadoras select já estão sendo treinadas. São elas:

As brasileiras Agaxtur, Azul Viagens, CVC Corp (CVC Lazer, Trend, Visual e Rextur Advance) e as empresas argentinas compradas pela CVC Corp, Flytour MMT, Latam Travel, RCA e Trade Tours – para ingressos (Disney World e Disneyland), Disney Cruise Line e resorts Disney

A brasileira Newit somente para ingressos

Hoteldo (via Best Day, do México)

Decolar.com (via Despegar.com)

Almundo (via Almundo da Argentina)

Outros select que estejam fora do Brasil mas que vendam para clientes brasileiros

Na Abav Braztoa 2018, a Disney tem um estande onde Gabriela Delai e Luiz Araújo também estão conversando com o trade.

E Gabriela gravou um vídeo sobre Walt Disney World, que os agentes devem assistir, para que, em novembro, em um Facebook Live no Portal PANROTAS, tire as dúvidas dos profissionais diretamente de Orlando

Assista ao vídeo

Fonte: Panrotas (https://www.panrotas.com.br/mercado/agencias-de-viagens/2018/09/disney-muda-forma-de-vender-ingressos-entenda-aqui_159085.html)

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