Cruzeiro pelo Alasca

Alasca | Crédito: PXhere

Alasca | Crédito: PXhere

Já imaginou conhecer o Alasca? A última fronteira dos Estados Unidos não é apenas uma imensidão de gelo como muita gente pensa. Do fim da primavera até o término do verão, a parte mais ao sul do Estado mistura áreas de gelo com uma natureza exuberante, fiordes, um belo mar azul, ainda que gelado, e florestas enormes, completamente verdes e cheias de animais.

Uma forma bastante procurada e prática de conhecer o Alasca é fazendo um cruzeiro pelo Estado. A temporada começa em maio e segue até fim de setembro, sendo que os meses em que os navios ficam mais lotados são junho e julho. Portanto, faça sua reserva com antecedência. A maioria dos embarques costuma ser da cidade de Seattle, nos EUA, e Vancouver, no Canadá.

Ambas saídas costumam parar, principalmente, em três cidades do Alasca para cruzeiros de uma semana: Ketchikan, Juneau e Skagway. Elas ficam no extremo sul do Estado, na área chamada de Inside Passage. Você verá gelo? Claro! Mas também terá dias de sol e calor, e poderá até dar um pulinho na piscina do navio que escolher.
E o que tem para fazer no Alasca? Cada uma dessas paradas tem passeios especiais, há muitas excursões que só se encontra em uma delas, portanto, escolha bem, são diversas opções. E, prepare-se, se você está acostumado a fazer cruzeiros, verá que os preços dos passeios podem ser muito superiores aos de itinerário pela América do Sul, Caribe ou Europa, por exemplo. E não adianta tentar comprar direto com os fornecedores locais que os valores são os mesmos ou têm pouca diferença. O ideal mesmo é reservar pelo navio, ao contrário do que pode acontecer em outros roteiros.

Ketchikan

Para Ketchikan, a cidade mais ao Sul do Alasca, a desembarque costuma ser rápido. O ponto de parada dos navios fica bem no centro da cidade de 14 mil habitantes. Dentre os muitos passeios disponíveis para o destino, um que só encontrará por lá é o de embarque em um barco de pesca do “king crab”, caranguejo gigante em português, no Mar de Bering. Durante três horas, o Alleutian Ballad navega ao redor de ilhas e baías da Inside Passage e seus simpáticos pescadores contam suas aventuras pelo mar, mostram diversos animais capturados, inclusive o caranguejo, que é o mais esperado. A paisagem ao longo do percurso é simplesmente linda, com a floresta exuberante ao redor e a até uma ilha com centenas de “bald eagles”, a águia que é símbolo dos EUA. Com um pouco de sorte, verá baleias pelo caminho.
Em Ketchikan também fica a maior concentração de totens do mundo feita pelos nativos há milhares de anos, que podem ser vistos no Totem Heritage Center. A cidade fica na Tongass National Forest, a maior floresta dos Estados Unidos, o que permite diversos passeios diferentes e observação de animais, como ursos, em alguns deles. Dá para escolher uma excursão apenas para caminhadas ou até uma emocionante com veículos 4×4.
Apesar dos navios terem refeições inclusas, nesta parada é indicado que experimente as delícias gastronômicas da cidade. Ela é muito famosa por sua tradição pesqueira e é considerada a capital do salmão no mundo. Em seu centrinho há diversos restaurantes que oferecem o peixe em pratos e sanduíches e tudo sempre fresquinho. Também dá para comer umas patinhas de “king crab”.

Juneau

Se ninguém te contar, nem dá para perceber que Juneau é a capital do Alasca. Suas construções são simples, muitas de madeira, e tem um belo centrinho histórico. Mas, se seus prédios são modestos, a natureza ao redor te faz querer apenas ficar parado observando. Ela está rodeada de montanhas, geleiras e florestas. Ao olhar para sua imensidão de águas, com certeza verá um hidroavião, pois a concentração ali é grande.
Aliás, Juneau é a parada ideal para fazer um passeio aéreo. Com helicópteros e hidroaviões é possível sobrevoar as áreas geladas do Alasca, que têm neve o ano todo. Os passeios mais procurados são os de helicópteros até o topo da geleira Mendenhall com parada no local para caminhada. É, basicamente, a melhor excursão de toda a viagem. Dura, em média, duas horas com todos os deslocamentos. Ah, e se optar por essa excursão, terá uma ideia do que é o frio do Alasca. Mesmo no verão, as temperaturas nas geleiras são baixas. O ideal é ir bem agasalhado, até com roupa de esqui se possível.
Juneau também é um ótimo local para fazer passeios de observação de baleias. Elas estão aos montes ao redor da cidade. Há várias opções de valores, embarcações e horários. Mas se fizer uma excursão aérea não conseguirá combinar as duas, portanto, terá que escolher. Algo que também pode ser feito em Juneau é o passeio de teleférico, ele sai do centro da cidade e não demora mais que uma hora.
É neste destino que, geralmente, há um belo complemento dos cruzeiros que, praticamente, vale a viagem por si só. Os navios costumam incluir em seus roteiros a navegação até o fiorde Tracy Arms, que fica a 72 quilômetros da capital. Do local, é possível avistar as geleiras Swayer. São horas para alcançar o local e todos os hóspedes vão para as áreas externas da embarcação para apreciar essa maravilha da natureza.

Skagway

A cidade é o coração da “corrida pelo ouro” no Alasca, que ocorreu no início do século 20. Aliás, ela surgiu por conta das pessoas que buscavam o metal na região. Atualmente, é uma cidade com menos de mil moradores e casinhas que parecem aquelas de filme de velho-oeste dos EUA, apesar de estarem bem no Alasca.
Praticamente a mesma rota feita pelo trem pode ser percorrida pelo Klondike Highway. Os navios costumam oferecer passeios de micro-ônibus ou de veículos 4×4 por elas. Tanto nos roteiros ferroviários quanto nos rodoviários a paisagem é de encher os olhos. São montanhas nevadas, lagos cor de esmeralda e até um deserto, o de Carcross. Ver geleira e deserto em um só passeio, só no Alasca mesmo!

Vistos

Na maioria dos cruzeiros pelo Alasca dois vistos são exigidos: o dos EUA e do Canadá. Mesmo que seu embarque e desembarque seja em Seattle, é comum os navios pararem na cidade de Victoria, no Canadá e, além disso, há os passeios em Skagway que ultrapassam a fronteira com o país vizinho. Mesmo que o passageiro não vá descer nessas paradas, os vistos para brasileiros são obrigatórios e pedidos já na hora do embarque.
Converse com seu agente de viagens para que ele te oriente e te ajude escolher o roteiro e a companhia de cruzeiros que mais se encaixa às suas necessidades.

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