Chile: conheça Puerto Varas

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Colonizada pelos alemães assim como a vizinha Puerto Montt, que está a pouco mais de 20 quilômetros de distância, a cidade é um charme só e merece ser apreciada despreocupadamente, da mesma forma como se visita um velho amigo. As ruas, enfeitadas com flores, renderam o carinhoso apelido de “cidade das rosas”, e andar por elas é a melhor forma de contemplar a arquitetura tipicamente germânica das casas.

Quer uma dica de passeio simples e ao mesmo tempo irresistível? Caminhar às margens do lago Llanquihue e observar, ao fundo, os contornos do vulcão Osorno. Quando o clima está quente, a oportunidade é mais que perfeita para a prática de windsurfe e caiaque – a pesca é autorizada de setembro a maio. Nada de ir embora antes do pôr do sol: é simplesmente sensacional dali.

Puerto Varas – Chile | Crédito: Shutterstock.com

Clássica, charmosa e essencialmente alemã

Cartão-postal de Puerto Varas, a Iglesia Sagrado Corazón de Jesús chama a atenção já do lado de fora, mas é em seu interior que reside a maior parcela de sua graciosidade. Extremamente bem conservada, acumula 102 anos desde a sua construção e é um point e tanto para os devotos da Virgem de Lourdes. Encontrá-la não é nenhum problema, considerando que exibe majestosas torres e telhados vermelhos. Com certeza vale a visita, mesmo porque este é um importante ponto turístico da cidade.

Puerto Varas – Chile | Crédito: Shutterstock.com

Das casinhas modestas às fantásticas construções alemãs, que resistem à passagem dos anos com uma elegância inabalável, o destino nasceu para ser fotografado. Dois exemplos clássicos são a belíssima Casa Kuschel, em cujo interior atualmente funciona uma lojinha imperdível, recheada de objetos e acessórios típicos da região, e a Casa Götschlich, que corresponde a um dos primeiros imóveis construídos pelos colonizadores, datada entre 1905 e 1910.

Em Puerto Varas existe uma Plaza de Armas – sim, exatamente como em Puerto Montt –, parada obrigatória para qualquer visitante. Arborizada e ultra-aconchegante, é um dos locais preferidos dos turistas e dos moradores e oferece toda a estrutura para quem procura um lugar para ler um livro, ter uma conversa tranquila ou simplesmente saborear em silêncio a atmosfera de pura calma que paira ali.

Bem em frente a praça é realizada uma feirinha de artesanato, na qual os destaques são os produtos em lã e as peças de decoração fabricadas manualmente, como bolsas e ponchos. Nos arredores há também um cassino supercompleto, com máquinas caça-níqueis e áreas reservadas para bingos – apenas um exemplo do quão eclético o Chile pode ser em termos de atividades.

Do alto das montanhas

Ao preparar seu roteiro em solo chileno, não se esqueça de incluir uma visita ao parque Cerro Philippi. Dono de uma vegetação verdinha e abundante, tem como um de seus pontos altos a trilha que leva até o topo. Chegar lá em cima exige um preparo físico razoável, mas a recompensa é certa: do mirante se tem acesso a uma vista surpreendente do lago Llanquihue e a um panorama apaixonante da cidade.

Lago Llanquihue – Puerto Varas – Chile | Crédito: Shutterstock.com

Em dias de céu limpo, vale aproveitar também para fazer a subida ao Monte Calvário. A paisagem que se abre à frente abraça a Iglesia Sagrado Corazón de Jesús, cujo colorido se sobressai em meio à natureza ao redor, e tem o vulcão Osorno ao fundo – dê preferência para dias em que o cume não esteja encoberto pelas nuvens.

E já que o assunto são os vulcões, eles são os protagonistas da região, ajudando a criar a atmosfera mística que envolve o local. Um dos símbolos máximos do destino, o Osorno não é apenas incrível de se admirar de longe, como também não é preciso pagar nada para explorá-lo de perto. Durante o inverno uma estação de esqui com teleférico é montada na área e faz a alegria de quem se amarra em baixas temperaturas. Famílias com crianças e pessoas que não são tão fãs assim de esportes de aventura também são bem-vindos e podem brincar à vontade por ali.

O vulcão Calbuco é outro gigante de Puerto Varas que preenche o horizonte com a sua imponência. No entanto, devido às recentes erupções registradas em 2015, todos os passeios foram suspensos. Isso não significa, no entanto, que não valha a pena se admirar com a sua beleza, mesmo que isso signifique contemplá-lo a distância.

Uma volta ao passado

Para fugir do tradicional e ainda assim garantir a diversão, o museu Pablo Fierro é uma excelente escolha. Inusitado por dentro e por fora, sua fachada é como a de uma casa, não fosse a decoração fora do comum e o relógio gigante anexo ao estabelecimento. Lá dentro, em meio à “bagunça organizada” do artista que criou o local, há um pouco de tudo: documentos e fotos, que contam parte da história de Puerto Varas e da trajetória pessoal do fundador, revistas, artigos de demolição, máquina de moer café, móveis, utensílios antigos…

Museu Pablo Fierro – Puerto Varas – Chile | Crédito: Shutterstock.com

As visitas são guiadas pelo próprio Pablo e, para quem se interessar, algumas pinturas feitas por ele mesmo estão à venda, uma lembrança e tanto de um lugar que com certeza não sairá da memória tão cedo. Não é preciso comprar nenhum tipo de ingresso para entrar, e o visitante pode deixar uma contribuição, se assim desejar, para ajudar na manutenção do empreendimento.

O passado fala mais alto também no museu Antonio Felmer, cujo acervo gira em torno dos imigrantes alemães que chegaram à região dos Lagos Andinos ainda no século 19. Em seu interior estão alguns resquícios do dia a dia dos colonizadores, como porta-retratos, máquina de costura, itens de cozinha, ferramentas, brinquedos, roupas e até um piano. Vale a pena!

Um parque chamado Vicente Perez Rosales

Apenas 64 km separam Puerto Varas do Parque Nacional Vicente Perez Rosales, mas nenhuma distância jamais seria longa o bastante para impedir uma visita a esse que é um dos ícones da região. A flora e a fauna são abundantes, assim como a lista de tudo o que pode ser feito por ali: hiking, trekking na neve, montanhismo, passeios de bicicleta, pesca, observação de aves, rafting e caiaque são alguns exemplos. Caminhadas são frequentes e super indicadas, disponibilizando desde trajetos curtos a opções com mais de dez horas de duração, todos com níveis diferentes de dificuldade.

Parque Nacional Vicente Perez Rosales – Chile | Crédito: Shutterstock.com

Além de restaurantes, lanchonetes, opções de hospedagem e área própria para camping, no parque descansam, serenos, os principais atrativos dos Lagos Andinos. É o caso do lago Todos los Santos, de águas tão verdes quanto impressionantes. Ao fundo, coroando a beleza do Lago Esmeralda, como é popularmente conhecido, está o vulcão Osorno, outro cartão-postal do destino, que preenche o horizonte com o seu contorno.

Parque Nacional Vicente Perez Rosales – Chile | Crédito: Shutterstock.com

Do lago nasce outro importante personagem da região: o rio Petrohué. Ao acompanhar o seu curso o viajante se depara com fabulosas corredeiras – os famosos Saltos de Petrohué –, desfiladeiro formado por pedras vulcânicas que fascina por sua tonalidade. Dá para observar as quedas d’água sobre passarelas de madeira ou por meio de excursões em jet boats (botes rápidos). Os mais corajosos podem se arriscar e deixar a adrenalina correr solta ao praticarem rafting e encararem bem de frente as águas agitadas, que despencam com força sobre as rochas.

Ah, e não se esqueça que o parque é endereço de mais dois vulcões, Pontiagudo  e Casablanca. Fotos liberadas!


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