Um santuário histórico, natural, gastronômico e espiritual que ainda dispõe de tempo e espaço para boas compras e celebrações únicas, as quais impressionam justamente pela originalidade que lhe conferem. Essa é Chiang Mai, a segunda maior cidade tailandesa que, não por acaso, está entre as queridinhas dos turistas que visitam a região situada no topo do país asiático.
Curiosidades sobre a Tailândia
A menos de 700 km de distância de Bangkok e circulada por muralhas, montanhas, construções centenárias, feirinhas típicas e experiências fascinantes, explorar cada pedacinho da apelidada “Rosa do Norte” é uma atividade apaixonante e que pode ser feita de três maneiras diferentes: a pé, de bicicleta ou a bordo de um “tuk tuk”, triciclo motorizado tido como símbolo nacional.

Definida essa etapa, o próximo passo é deixar a câmera fotográfica a postos e partir em direção à Tha Phae Gate, um dos acessos à chamada “Cidade Antiga de Chiang Mai”.
A ESSÊNCIA DE TUDO

Construída no final do século 13 sob o cerco de uma muralha, erguida para proteger a então capital do Reino de Lanna de invasões estrangeiras, as quais viriam a ocorrer somente séculos depois, é no berço de Chiang Mai que ficam muitos de seus principais monumentos – e, tratando-se da atual “Capital Espiritual da Tailândia”, é claro que os templos não ficam de fora dessa lista. Inclusive, são três os destaques do centro velho: o Wat Chedi Luang, onde é possível apreciar suas ruínas e conversar com um monge local; o Wat Phra Singh, datado do século 14, dono de uma arquitetura grandiosa e em cujo interior está a ilustre escultura do Buda Leão; e o Wat Chiang Man, considerado o templo mais antigo do destino.
Já do lado de fora da muralha, um dos passeios recomendados para encerrar o dia é o clássico Night Bazaar, mercado noturno supermovimentado que conta com bares, restaurantes, redes de fast food internacionais, lojas de variedades, shows musicais e irresistíveis barraquinhas de rua, que servem iguarias típicas da rica culinária tailandesa.
A MAGIA MORA AQUI (BOX)

Há duas celebrações realizadas anualmente em novembro que enchem as ruas de luzes, alegria e turistas de todos os cantos do mundo. São elas: o Festival das Lanternas (ou Yi Peng), que ilumina o céu principalmente ao entorno de Chiang Mai com balões de papel adereçados com lanternas, e o Festival das Luzes (Loy Krathong), que consiste em um ritual de oferendas sobre as águas do Rio Ping e acontece simultaneamente em diversos destinos. Mas fique ligado: o Festival das Lanternas que costuma ser retratado nas fotos de divulgação é um evento privado – e, por isso, tem um viés mais turístico do que tradicional – e requer compra antecipada de ingressos.
O LADO VERDE DO DESTINO

Contornada por montanhas e preenchida por aventuras divertidíssimas, que compreendem trilhas, cachoeiras, rafting, ciclismo e outras atividades sob medida para os amantes da natureza, em Chiang Mai ecoturismo é palavra de ordem. Aliás, um de seus cartões-postais é uma bela amostra desta sua vocação nata.
Posicionado no alto de uma montanha, a 30 minutos de carro do centro da cidade, o Wat Phra That Doi Suthep é um templo dourado, com esculturas sagradas de múltiplas cores que brilham em meio a uma folhagem pra lá de verdejante. Durante a passagem por ali, vale a pena conferir o ritual que acontece nas primeiras horas da manhã e se traduz na oferta de mantimentos aos monges que caminham pela região.