Seguindo viagem com: João Henrique de Almeida Sousa, presidente do Sebrae

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João Henrique de Almeida Sousa - Presidente do Sebrae | Crédito: Divulgação
João Henrique de Almeida Sousa - Presidente do Sebrae | Crédito: Divulgação
João Henrique de Almeida Sousa - Presidente do Sebrae | Crédito: Divulgação
João Henrique de Almeida Sousa – Presidente do Sebrae | Crédito: Divulgação

Especialista traça um panorama do turismo nacional, indicando as principais tendências e oportunidades do setor para os agentes de viagens

Referência absoluta em empreendedorismo, quando o assunto é obter todo apoio e suporte necessários para o desenvolvimento organizacional, não importa a área de atuação: o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) reúne um conjunto de ferramentas essenciais para quem deseja agregar sucesso ao seu empreendimento. E claro que isso também vale para o mercado do turismo.

Seguindo viagem com: Patrick Yvars

Tendo o foco na gestão e o conhecimento como um de seus pilares, é em meio a capacitações, estudos temáticos, análises de casos e consultoria personalizada que a instituição privada sem fins lucrativos oferece uma série de estratégias voltadas tanto para os que buscam abrir um novo negócio como para os players interessados em consolidar-se de vez no segmento.

E pensando em dar um up em suas vendas, agente, convidamos o presidente nacional do Sebrae, João Henrique de Almeida Sousa, para uma entrevista repleta de informações e dicas relacionadas ao trade turístico, formado, em sua maioria, por micro e pequenos empresários. Confira!

SV: De acordo com um levantamento realizado pelo Sebrae no estudo “Cenários Prospectivos: o turismo brasileiro de 2016 a 2018”, as MPEs (Micro e Pequenas Empresas) representam 95% do total de negócios dentro do mercado turístico nacional. Diante desse percentual, como o senhor avalia a participação desse nicho no setor?

A cadeia produtiva do turismo é uma das mais amplas, diversificadas e importantes para o Sebrae, porque ela abrange desde hotéis de grandes redes internacionais até o artesão que vende seus produtos em feiras de rua. Essa capilaridade faz dessa área uma atividade fundamental para impulsionar a economia. Nesse contexto, as micro e pequenas empresas têm um papel estratégico. Elas são as maiores responsáveis pela geração de emprego e renda, seja em grandes metrópoles com forte apelo turístico ou em pequenos vilarejos. Sem as empresas de traslados que levam os turistas de uma atração a outra, sem os donos de restaurantes e pousadas, os guias turísticos e uma infinidade de outras atuações econômicas operadas por micro e pequenos negócios, o turismo deixaria de existir.

SV: Na sua opinião, quais seriam as principais oportunidades de negócios para os micros e pequenos empresários associadas, direta ou indiretamente, ao turismo?

Os últimos estudos realizados pelo Sebrae mostram que o setor da economia brasileira que tem obtido os melhores resultados nos últimos anos, mesmo com a crise, é o de serviços. Isso abrange diversos ramos, como hospedagem, alimentação, transporte, agenciamento turístico, informações turísticas, passeios, atividades de lazer e entretenimento, entre outros.

SV: Como o Sebrae pode ajudar o empreendedor que deseja atuar neste segmento?

O Sebrae vem trabalhando em diversas frentes, junto a vários parceiros, no sentido de qualificar os donos de pequenos negócios para gerirem suas empresas com mais eficiência. Nossa maior preocupação, neste momento, é promover ações voltadas ao aumento da competitividade dos negócios que atuam nessa cadeia produtiva. Sendo assim, firmamos, em 2018, um convênio no valor de R$ 200 milhões, que reuniu Sebrae, Embratur e Ministério do Turismo, para desenvolver a inovação da oferta turística, qualificação dos produtos e serviços, promoção internacional dos destinos, melhoria do acesso a serviços financeiros e atração de investimentos para o mercado.

SV: Com relação aos agentes de viagens que já atuam em MPEs, o Sebrae teria alguma dica para auxiliá-los no crescimento de suas empresas?

Uma dica fundamental é estar atento ao novo perfil do consumidor. O cliente busca, cada vez mais, usufruir de uma experiência única, de algo que seja marcante para sua vida. Por isso, o empresário precisa oferecer diferenciais que agreguem valor aos produtos e serviços que ele comercializa. É importante estar atento e acompanhar as tendências internacionais, como o uso intenso de tecnologias da informação por parte do público. Hoje existe uma infinidade de aplicativos que permitem contratar uma viagem de férias, por exemplo, inteiramente pelo celular. Se a sua empresa não estiver inserida nesse contexto, fatalmente perderá espaço no mercado. Lembrando que os empresários também não podem, jamais, descuidar de aspectos que são imprescindíveis para o setor, como a qualidade do atendimento, preços competitivos e gestão eficaz, por exemplo.

SV: Para os interessados em contar com a consultoria do Sebrae, quais são os canais de comunicação oferecidos pelo órgão?

O Sebrae dispõe de uma rede de 626 postos de atendimento ao público, distribuídos por todos os estados brasileiros. Além disso, os donos de pequenos negócios e potenciais empresários também podem contar com o nosso apoio por meio da nossa central de atendimento, no telefone 0800-5700-800 e no portal www.sebrae.com.br.