
A cidade de Quioto abriga grande quantidade de tesouros nacionais e é destino certo para quem deseja ter um vislumbre do Japão. Localizada na ilha de Honshu, ao sul do país, esbanja atrações e pontos turísticos, como templos, santuários, lindos jardins, charmosas paisagens e, claro, a cozinha tradicional. Dá só uma olhada:
Arashiyama e Sagano
Antes destinos de veraneio de muitos imperadores – entre eles o imperador Saga –, hoje os distritos atraem moradores e viajantes por abrigarem atrações populares, como a Ponte Togetsukyo, procurada pelo belo cenário em que está inserida. Uma dica? No outono, as árvores ao seu redor ganham coloração alaranjada, dando um tom todo especial à visita.

Ao cruzar a ponte, o turista chega aos pés de uma colina, onde uma trilha ladeada por árvores leva ao Parque de Macacos de Iwatayama, espaço a céu aberto no qual macacos circulam livremente. Dali também se tem uma deslumbrante vista panorâmica da cidade.
O templo Tenryuji, listado como Patrimônio Mundial pela Unesco, fica a curta distância. Começou a ser erguido em 1139 pelo xogum Ashikaga Takauji – uma homenagem ao então recém-falecido imperador Go-Daigo – e foi finalizado em 1345. Está em meio a uma área bastante gostosa e repleta de árvores, fazendo dele uma boa opção para um passeio relaxante ou fotográfico.

Colado ao templo fica um bambuzal. Ali, quando o vento sopra, o farfalhar das folhas torna a visita ainda mais encantadora.
Outra maneira de explorar os belos cenários da região é pelo circuito de trem (Sagano Scenic Railway). O trajeto dura 25 minutos e em certos trechos margeia o belo Rio Hozugawa, no qual é possível fazer um passeio de barco tradicional japonês.
Você sabia?
Xogum era um título e distinção militar usado antigamente no Japão e concedido diretamente pelo Imperador.
Kinkakuji e Ginkakuji
Uma das atrações mais icônicas de Quioto fica ao norte: Kinkakuji, o Templo Dourado. Levantado pelo xogum Ashikaga Yoshimitsu como forma de repercutir a cultura Kitayama, a construção avança sobre um pequeno lago, tem a parte superior pintada de dourado e cada um de seus andares representa um estilo de arquitetura. Seus jardins bem cuidados são bastante procurados por moradores e turistas.

Já o templo Ginkakuji, o Templo de Prata, foi pensado pelo neto de Yoshimitsu, Ashikaga Yoshimasa, e ecoa a cultura Higashiyama, bastante pautada nas artes. Está localizado ao leste da cidade.
Ambos são intitulados Patrimônio Mundial pela Unesco.
Higashiyama e Gion
Em Higashiyama, rodeado por montanhas, o templo Kiyomizudera é conhecido pela varanda de madeira, edificada a quase 13 metros do chão com a técnica japonesa kake-zukuri, na qual não se usa pregos. A vista rende lindíssimas fotos. Em sua base fica a Otowa Waterfall, famosa pelas três fontes de água pura. Dizem que a água de cada uma delas traz diferentes benefícios para quem a bebe: longevidade, sucesso nos estudos e sorte no amor. Porém, beber das três fontes é tido como uma atitude gananciosa. No ano de 1944, o templo foi tombado como Patrimônio da Humanidade pela Unesco.

Situado entre os distritos de Higashiyama e Gion, o santuário Yasaka está junto ao Parque Maruyama. O primeiro sedia o festival anual Gion Matsuri, uma celebração da cultura japonesa, com direito a pessoas trajando yukatas (vestes tradicionais de verão), comidas e bebidas de rua, duas grandes paradas e vários outros eventos. Já o parque se torna ainda mais procurado na temporada do florescer das cerejeiras, quando fica colorido de rosa.
Recortado pelo Rio Kamo, Gion tem as ruas pontilhadas por restaurantes tradicionais, casas de chá e lojas vendendo todo o tipo de artesanato, quimonos e incensos. Além disso, circular pelas vias locais aumenta as chances de se encontrar gueixas, uma vez que a região é endereço de várias okiyas, onde elas são treinadas.

Com a chegada do anoitecer, as machiyas, casas típicas de madeira, têm as lanternas às suas portas acesas, o que cria uma atmosfera agradável e interessante para os turistas.
Fushimi Inari-Taisha
Conhecido internacionalmente pelas centenas de pórticos (torii) que formam um caminho até o sagrado Monte Inari, o santuário xintoísta dedicado a Inari, deus do arroz, compreende belos edifícios e várias estátuas de raposas, consideradas mensageiras do deus Shinto, espalhadas por suas dependências. Ao longo da trilha, visitantes passam por uma série de santuários e restaurantes, bem como por um mirante com vista da cidade.

Pronto! Consulte seu agente de viagens e bora curtir as atrações e pontos turísticos de Quioto!
Para quem já esteve de passagem pela cidade: o que você acrescentaria neste roteiro?