Um dos grandes ícones da história mundial na virada dos anos 80 para os anos 90, o Muro de Berlim é uma atração imperdível na capital alemã. Construído em 1961 e derrubado em 1989, o muro de 155 quilômetros de extensão. Que circundava a porção Ocidental (capitalista) da cidade, separando-a da parte Oriental (socialista). A construção não só resolvia o problema prático de delimitar uma fronteira que não poderia ser cruzada. Mas também representava a divisão da Alemanha em duas durante a Guerra Fria.
As trajetórias de famílias separadas pelo muro. Relatos de tentativas de fugas espetaculares, que por vezes parecem confundir-se com filmes de Hollywood. Estão todas no Museu do Muro em Checkpoint Charlie. A casa, instalada ao lado de um os postos de controle mais conhecidos de Berlim, reúne fotos e documentos que rememoram os anos de cidade dividida. As ruas têm marcas no chão indicando por onde o muro passava.
Há alguns pedaços do muro que foram preservados e estão espalhados pela cidade. Um deles fica a poucos quarteirões do Checkpoint Charlie. E contorna outro memorial histórico de Berlim: o Topografia do Terror, que reúne documentos sobre o Terceiro Reich, a SS e a Gestapo. Ali ao lado estão preservados 200 metros do muro que corria pela Niederkirchnerstrasse, com as marcas de sua deterioração após a reunificação alemã.
East Side Gallery
Tão icônico quanto este talho no meio da cidade é a East Side Gallery, a maior porção preservada do muro. Ao contrário do outro, este pedaço não manteve as marcas originais de 1989. Ele foi transformado em uma galeria a céu aberto. Com grafites e ilustrações que relembram a história das duas Alemanhas. Celebram a união e trazem cores a uma memória triste. Ali está a famosa imagem feita por Dmitri Vrubel. Obeijo dos líderes da então Alemanha Oriental, Erich Honecker, e da União Soviética, Leonid Brejnev. Com a inscrição “Mein Gott hilf mir diese tödliche Leibe zu uberleben” – “meu Deus, me ajude a sobreviver a este amor mortal”, em alemão, uma referência aos anos de ferro do socialismo soviético.
Por fim, se você se interessar por conhecer um pouco mais sobre a história da DDR, como os alemães denominam a Alemanha Oriental, pode visitar o DDR Museum. Por meio de objetos que faziam parte do cotidiano do país à época, o espaço mostra como era uma casa de uma família comum, onde tiravam férias, como eram as escolas, a moda, as músicas e os programas de televisão.